Há poucas décadas atrás, nos idos anos 70, o namoro na sociedade era uma ferramenta para a constituição de famílias, onde era mais do que comum encontrar jovens abaixo de 20 anos casados e iniciando uma vida adulta a dois. Ao longo do relacionamento estes jovens teriam formado uma família, que em grande parte dos casos contava com mais de 5 filhos.
O amor desta época era pautado por valores antigos que estabeleciam uma ordem clara, onde o homem tinha o dever de expressar o seu sentimento com romantismo. Existia ainda a supervisão atenta das famílias do casal, pois não existia na época de nossos pais um grande número de relacionamentos dos jovens, uma vez que o objetivo era o casamento e não o prazer.
Outra grande dificuldade encontrada nessa época era a de encontrar pessoas, neste caso a rede de relacionamentos de uma pessoa normalmente era restrita aos seus amigos, vizinhos, colegas de escola ou de trabalho.
As garotas sofriam um enorme controle por parte da família, por isso caso quisessem ir a um clube, precisavam estar acompanhadas por um irmão mais velho ou alguém de confiança.
Como eram vigiadas, o flerte acontecia através das trocas de olhares. Se um garoto se interessasse por uma garota, ele poderia no máximo a convidar para uma dança.
E na época dos nossos pais?
Ao longo dos anos e com a chegada da próxima nova geração, os anos 90 apresentavam um cenário bem diferente, onde as mudanças nos costumes e tradições permitiu aos jovens dessa época um pouco mais de liberdade na escolha de seus pares e na sua individualidade como casais. Havia relativamente menos interferência dos adultos e os adolescentes da época tinham mais facilidade em terminar um relacionamento e partir para o próximo.
Com o auxílio de tecnologias recém lançadas, a juventude dispôs ainda de uma facilidade de comunicação inédita até então. A internet começava a se popularizar no Brasil, assim como linhas de telefone e, posteriormente, celulares.
Se os relacionamentos anteriormente eram mais limitados e as pessoas se relacionavam apenas com pessoas próximas, os anos 90 ficaram marcados pelo início das salas bate-papos, chats online como o IRC e outras ferramentas como os primeiros sites de paquera. Os casais poderiam iniciar conversas e flertes com pessoas de qualquer lugar, outra cidade, ou até de outro país.
Neste período nas casas noturnas já não era raro encontrar jovens não acompanhados por responsáveis e que gozavam de grande liberdade, em um ambiente propício para conhecer pessoas e iniciar relacionamentos (geralmente de curto prazo).
E, finalmente, a evolução para os tempos atuais
Estamos atualmente vivendo uma era social ímpar, onde as relações humanas têm se transformado por completo a chamada era da “liberdade social”.
As coisas mudaram drasticamente, as mulheres atualmente têm total autonomia sobre seus próprios corpos e desejos. Do mesmo modo que o sexo vem deixando de ser um tabu.
E é tendo em vista essa intensa mudança, que podemos nos questionar sobre como as coisas estão e como elas já foram algum dia.
Se envolver sexualmente com o parceiro ou parceira no primeiro encontro hoje em dia é considerado algo normal e que é decidido apenas pelos dois envolvidos, a pressão social usualmente não interfere nos relacionamentos atuais.
Quando somamos um ambiente social sem travas com as ferramentas de tecnologia para relacionamento atual como Tinder ou sites de relacionamento online, temos como resultado jovens que possuem imensa liberdade, se focam mais no prazer e menos nas tradições e exigências da sociedade.
Atualmente, os namoros são bem diferentes do que eram há alguns anos. Os casais dormem juntos, viajam, compartilham tempo em atividades conjuntas. Isso faz com que o namoro, em alguns casos, muito se aproxime de um casamento, contínuo e duradouro.
Obviamente os pais de hoje em dia são muito mais permissivos do antigamente, e todos são muito felizes por esta mudança.
Se historicamente sempre há mudança nos padrões de relacionamento através das gerações, como serão os relacionamentos nos próximos 10 anos?





