Quer viver no exterior? Entenda os diferentes tipos de cidadania e seus requisitos

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Mike Alves

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Quer viver no exterior? Entenda os diferentes tipos de cidadania e seus requisitos

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Você já se perguntou como algumas pessoas conseguem estudar, trabalhar ou morar em outro país com tanta facilidade? Muitas vezes, o segredo está em algo que pode mudar completamente a vida de alguém: a cidadania estrangeira.

O curioso é que, em muitos casos, esse direito já está no sangue ou até no local de nascimento da pessoa, sem que ela saiba. E isso abre portas para viver legalmente fora do Brasil, sem depender apenas de vistos temporários.

Mas afinal, quais são os tipos de cidadania, quais os requisitos e como funciona o processo para conseguir a sua? Continue lendo, porque a resposta pode estar mais perto do que você imagina.


O que é cidadania e por que ela é importante?

A cidadania é o vínculo legal que uma pessoa tem com um país. É como um “documento de identidade internacional”, que garante direitos e deveres.

Ter cidadania significa:

  • Viver legalmente no país.
  • Trabalhar sem restrições.
  • Acessar saúde e educação públicas.
  • Circular com mais facilidade em outros países que têm acordos com aquele território.

Por isso, quem sonha em morar no exterior geralmente começa entendendo qual tipo de cidadania pode conquistar.


Tipos de cidadania mais comuns

Existem diferentes formas de conseguir cidadania. As duas mais conhecidas são jus solis e jus sanguinis, mas não são as únicas.

1. Cidadania por Jus Solis (direito de solo)

  • Concedida a quem nasce em países que adotam esse sistema.
  • Exemplo: Estados Unidos e Canadá.
  • Se você nasceu lá, já é cidadão, mesmo que seus pais sejam estrangeiros.

2. Cidadania por Jus Sanguinis (direito de sangue)

  • Baseada na descendência familiar.
  • Se seus pais, avós ou até bisavós forem de um país, você pode ter direito.
  • Exemplo: Itália, Portugal, Alemanha, Espanha.
  • Permite transmitir a cidadania para os filhos.

3. Cidadania por naturalização

  • Quando a pessoa vive legalmente em um país por alguns anos e solicita a nacionalidade.
  • Exemplo: no Portugal, estrangeiros podem pedir cidadania após 5 anos de residência.
  • É preciso comprovar integração ao país, como trabalho, estudos e até idioma.

4. Cidadania por casamento

  • Alguns países permitem que cônjuges de cidadãos solicitem cidadania.
  • Exemplo: um brasileiro casado com italiano pode pedir cidadania italiana por matrimônio.
  • Geralmente exige tempo mínimo de união e documentos que provem a relação.

5. Cidadania por investimento

  • Oferecida em alguns países para quem faz aportes financeiros significativos.
  • Exemplo: Malta, Portugal, Espanha têm programas de residência ou cidadania mediante investimento.
  • É o caminho mais rápido, mas também o mais caro.

Benefícios de ter uma segunda cidadania

Ter cidadania estrangeira não é apenas um “sonho de viagem”. Ela traz vantagens concretas, como:

  • Trabalhar sem visto em países de destino.
  • Facilidade de mobilidade: cidadãos da União Europeia podem morar em qualquer país do bloco.
  • Estudo com menos burocracia: muitas universidades oferecem vagas e bolsas para cidadãos.
  • Segurança e estabilidade: ter dupla cidadania é como ter “um plano B” para o futuro.
  • Transmissão para os filhos: o benefício pode passar para as próximas gerações.

Requisitos básicos para solicitar cada tipo de cidadania

Pelo Jus Solis

  • Ter nascido no país que adota esse sistema.
  • Solicitar certidão de nascimento local.
  • Em alguns casos, registrar o nascimento também no consulado dos pais.

Pelo Jus Sanguinis

Por naturalização

  • Ter vivido no país por um tempo mínimo (que varia de 3 a 10 anos, dependendo do lugar).
  • Ter residência legal.
  • Apresentar prova de integração, como idioma, trabalho ou estudo.

Por casamento

  • Comprovar união estável ou casamento com cidadão local.
  • Apresentar tempo mínimo de convivência (varia de país para país).
  • Em alguns casos, provar que o casal vive junto no mesmo país.

Por investimento

  • Aplicar valores em imóveis, empresas ou fundos indicados pelo governo.
  • Cumprir requisitos de permanência no país.
  • Manter o investimento pelo período exigido.

Passo a passo para solicitar a cidadania

Embora cada país tenha regras específicas, o processo costuma seguir etapas semelhantes:

1. Descobrir se você tem direito

  • Investigue sua árvore genealógica.
  • Verifique onde seus antepassados nasceram.
  • Veja se o país adota jus sanguinis ou outro modelo que se encaixa no seu caso.

2. Reunir documentos

  • Certidões de nascimento, casamento e óbito dos familiares.
  • Documentos pessoais atualizados.
  • Traduções juramentadas, quando o país exige.

3. Conferir exigências legais

  • Cada consulado ou órgão do país tem listas específicas.
  • Verifique se há necessidade de apostilar documentos.

4. Dar entrada no processo

  • Pode ser feito no consulado no Brasil ou diretamente no país de destino.
  • Alguns países permitem solicitação online em parte do processo.

5. Aguardar análise

  • O tempo varia bastante:

    • Portugal costuma ser mais rápido.
    • Itália pode levar anos, dependendo do local do pedido.

6. Obter a cidadania e documentos

  • Após a aprovação, você pode solicitar passaporte, carteira de identidade e demais documentos do país.

Perguntas comuns sobre cidadania

Posso ter dupla cidadania?

Sim. O Brasil permite que seus cidadãos tenham dupla ou até múltipla cidadania, desde que o outro país também aceite.

Preciso abrir mão da cidadania brasileira?

Na maioria dos casos, não. Você continua sendo brasileiro, apenas soma outra nacionalidade.

O processo é caro?

Depende. O maior custo geralmente está na obtenção e regularização de documentos, além de taxas consulares. Já a cidadania por investimento exige valores altos.


Conclusão

Conseguir cidadania estrangeira pode parecer distante, mas muitas vezes o direito já está ao alcance, seja pelo local de nascimento, pela família, pelo tempo de residência ou até pelo casamento.

Os tipos mais comuns são jus solis (nascimento no país) e jus sanguinis (descendência), mas também existem a naturalização, o casamento e o investimento.

Cada modalidade tem seus próprios requisitos e prazos, mas todas podem abrir portas para viver legalmente no exterior, com mais liberdade e oportunidades.

Se o seu sonho é morar fora, o primeiro passo é investigar se você já tem esse direito e começar a organizar os documentos. Quem sabe você já é cidadão de outro país e ainda não descobriu?

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