Quase duas mil pessoas em situação de rua foram assistidas em 2019

Foto: Matusalém Teixeira

A gestão municipal tem como prioridade prestar serviços de qualidades aos munícipes, inclusive aos que se encontram situação de vulnerabilidade.

Dessa forma, a Secretaria de Promoção e Assistência Social através do o Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua (Centro Pop) prestou atendimento, no decorrer do ano passado, a quase duas mil pessoas em situação de rua.

De janeiro a dezembro foram 182 articulações com o Sistema Nacional de Emprego (SINE) possibilitando o encaminhamento para o mercado de trabalho e para capacitação profissional. Além da inclusão de 90 pessoas no Cad Único (Cadastro Único para Programas Sociais) e atualização de 249 cadastros. Ao todo foram 428 encaminhamentos para o serviço de acolhimento para adultos e famílias.

No mesmo período foram inúmeras concessões de benefícios eventuais como a entrega de quase 100 cobertores, 175 chinelos, média de 380 kits de higiene, mais de 280 passagens terrestres e quase 190 segundas vias de certidão de nascimento.

Entre as 22 parcerias firmadas pela equipe do Centro Pop com profissionais de diversas áreas, entre eles cabeleireiros, foi possível realizar 112 cortes de cabelos.  De tal forma, também foi possível ofertar palestras sobre Saúde Coletiva, tendo temas relevantes como a higienização bucal. E, cursos ofertados pelo Sindicato Rural de Rondonópolis.

O mês com maior número de atendimentos foi julho, totalizando 182 e o mês menos procurado foi setembro com 110 pedidos de ajuda. A maioria são pessoas do sexo masculino entre 18 e 39 anos, seguido da faixa etária de 40 a 49 anos. As pessoas de sexo feminino com 18 até 39 anos ficaram como terceiro número maior na análise do perfil dos assistidos.

A maioria dessas pessoas encontram-se em situação de rua há menos de três meses. A porcentagem dos que estão de quatro meses até um ano é de 25%. Apenas 21% está entre dois a quatro anos, 15% está há mais de cinco anos e 18% há mais de 10 anos. O número de pessoas que não informaram representa 7%.

Entre os usuários do Centro Pop houveram 73 de migrantes, 13 de imigrantes, 30 em situação permanente nas ruas, 11 trecheiros – vivem em trânsito de uma cidade a outra, caminhado a pé ou usando passagens de ônibus concedidas pelos serviços de assistência social dos municípios pelos quais passam, 8 institucionalizados – pacientes do Casa de Saúde Paulo de Tarso e Casa Esperança (internações compulsórias), e 7 não referenciados.

As características específicas identificadas em pessoas atendidas no serviço totalizam 20% com doença ou transtorno mental, 79% migrantes e 42% usuários de drogas ilícitas.