O Partido dos Trabalhadores (PT) de Rondonópolis realizou, neste sábado (27), a posse coletiva dos diretórios municipais da legenda nas regiões Sul e Sudeste de Mato Grosso. O evento, além de oficializar os eleitos pelo Processo de Eleição Direta (PED), teve como foco a definição de estratégias para o pleito de 2026.
O presidente licenciado do PT, Wendell Girotto, explicou que o encontro foi além da formalidade. “A esquerda vai ter candidatos fortes aqui para estadual e federal”, afirmou. Girotto, que vai assumir temporariamente um cargo no diretório estadual, deixou a presidência municipal, que passa a ser comandada por seu vice, Júlio Campos. Para ele, o momento simboliza uma transição geracional no partido. Ele é fllho do ex-vereador Mauro Campos.
No discurso, Campos criticou projetos de anistia e blindagem, defendeu a taxação dos super-ricos e das casas de apostas (bets), além de maior isenção do Imposto de Renda. Destacou ainda que a principal missão do PT e da Federação Brasil da Esperança — que reúne também PCdoB e PV — é reforçar as bancadas legislativas e garantir a reeleição do presidente Lula.
Entre as lideranças presentes estiveram o suplente de deputado estadual Henrique Lopes, o presidente municipal do PV, advogado Carlos Naves, Ronivalter de Souza do PC do B e o ex-prefeito Zé Carlos do Pátio, que deve deixar o PSB e migrar para o PV. Também marcou presença o vereador Ângelo Bernardino de Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça.
Em sua fala, Zé Carlos do Pátio reforçou a necessidade de união da militância em torno de Lula e dos candidatos do grupo ao Legislativo. Ele classificou a oposição ao presidente no Congresso como “fascista” e, sem citar nome, criticou o atual prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira. “Ele não está olhando para o povo mais humilde”, disse.
O ex-prefeito também reafirmou o projeto de candidatura de sua esposa, Neuma de Morais, a deputada federal. O encontro terminou com manifestações de repúdio à postura de parlamentares federais de Mato Grosso que votaram a favor da chamada PEC da Blindagem. “Que vergonha!”, resumiu Pátio.





