A proximidade política entre o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), e o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), pode levar a primeira-dama do município, Alessandra Croco Ferreira (PL), a se filiar ao Podemos caso decida disputar as eleições de 2026. Max deve comandar a sigla a partir do ano que vem.

Dentro do grupo político do prefeito já há um entendimento de que as chances de Alessandra disputar uma vaga pelo PL são limitadas. O próprio presidente municipal do partido, Ananias Filho, declarou na semana passada que desconhece qualquer projeto eleitoral da primeira-dama. Segundo ele, o partido terá apenas duas vagas reservadas para pré-candidatos de Rondonópolis à Assembleia Legislativa, embora existam quatro nomes colocados internamente.
Nos bastidores, os nomes mais cotados são os da vereadora Luciana Horta — a mais votada nas últimas eleições — e do ex-vereador José Márcio Guedes.
Já no Podemos, Alessandra teria espaço garantido na chapa proporcional. Uma fonte ligada ao prefeito afirmou que a legenda aposta no deputado Max Russi como o principal puxador de votos do Estado. “Acreditamos que Max será o grande puxador de votos de Mato Grosso e, com isso, o Podemos poderá eleger vários deputados”, disse.

O Podemos, por outro lado, está na base de apoio do prefeito na Câmara com os vereadores Gelsão da Saúde e Alikson Reis e ainda tem o vice-prefeito Altermar Lopes, que de concorrer a federal e ainda o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), Laerte Costa.
A aliança entre Max Russi e Cláudio Ferreira se consolidou quando o atual prefeito ainda exercia mandato como deputado estadual. Na época, Cláudio atuou como um dos articuladores responsáveis por aproximar lideranças de direita do projeto de Max para a presidência da Assembleia.

Como reflexo dessa aliança, Max Russi indicou o atual secretário de Administração de Rondonópolis, Luciano Rodrigues, para integrar a gestão de Cláudio Ferreira.





