Projeto incentiva recuperação de nascentes em Mato Grosso

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Projeto incentiva recuperação de nascentes em Mato Grosso

As ações do projeto “Produtor de água”, desenvolvido em Tangará da Serra, têm incentivado a recuperação e proteção de nascentes no município. Pelo cuidado com a proteção da água, a atividade também está remunerando os produtores que aderiram ao projeto.

O projeto é uma iniciativa do Instituto Pantanal Amazônico (Ipac), da agência nacional de águas e outros parceiros. Cerca de 100 produtores que têm propriedades na bacia hidrográfica do Queima Pé, afluente do Rio Sepotuba, fazem parte dessa primeira fase do projeto que pretende aumentar a recarga de água dessas nascentes, com a recuperação do entorno delas.

Euzébio Barth, produtor rural da região, possui um sítio de 13 hectares em que cria aves e cultiva abacaxi. Ele demonstrou interesse pela preservação da nascente dentro da sua propriedade e até já plantou mudas nativas para ajudar a conservá-la.

“Água é importante para todo mundo, independente de quem for. Se nós não preservarmos aqui e o meu vizinho não preservar também, a água vai desaparecer. E a propriedade rural sem água não sobrevive, principalmente eu que tenho abacaxi, preciso de irrigação. O frango precisa de água e não é pouca. Então se você não preservar, não vai ter”, assegura o produtor.

Ainda nesta fase do projeto, estudantes de uma escola técnica estadual estão percorrendo sítios da região para mapear as nascentes do Rio Queima Pé. Elas são localizadas com o auxílio de GPS. O professor Abílio Luiz Colognese, explica que a forma de identificar uma nascente é quando se observa água limpa fluindo pelo solo.

O estudante Paulo de Jesus se diz surpreso, pois as imagens de satélite no último levantamento indicavam 14 nascentes dos afluentes do Queima Pé. Porém, foram descobertas aproximadamente 50 nascentes.

Na opinião de Décio Siebert, presidente do Ipac, quem participa do projeto se responsabiliza pela proteção da nascente e deve receber por isso. O pagamento começa ao término do mapeamento. A previsão é que cada produtor arrecade até cinco mil reais por ano. A verba total para os cinco anos de projeto é de aproximadamente R$ 1,5 milhão.

Ele explica que existe uma planilha onde são estabelecidos todos os itens passíveis de remuneração, ou seja, construção de curvas de nível, recuperação de nascentes, recuperação de mata ciliar. Todos esses itens serão computados, lançados nessa planilha, e existe um conselho gestor desse projeto, que definirá qual será o valor que cada produtor vai receber. “É evidente que nenhum produtor vai poder abandonar a sua propriedade e viver disso, e é claro que a remuneração será compatível com o que essa recuperação representa de ganho para o meio ambiente”, comenta Siebert.

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