Premiê do Catar diz que responderá ataque de Israel

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Premiê do Catar diz que responderá ataque de Israel

Em entrevista, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani disse que ação está sendo discutida com aliados. Na terça-feira (9), Israel afirmou ter bombardeado alvos do Hamas em Doha.

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O primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, afirmou nesta quarta-feira (10) que o país responderá ao ataque de Israel contra Doha. Segundo ele, a ação está sendo discutida com aliados.

Na terça-feira (9), Israel anunciou ter bombardeado alvos do grupo Hamas na capital do Catar. A ofensiva foi criticada pela comunidade internacional, e a ONU classificou o ataque como uma violação do direito internacional.

Em entrevista à rede americana CNN, Al-Thani disse que pretende se reunir em breve com líderes do Oriente Médio para definir a resposta a Israel. Ele não informou prazos nem detalhes sobre a medida.

“Não tenho palavras para expressar o quanto estamos enfurecidos com tal ação… isso é terrorismo de Estado”, declarou.

O premiê também classificou o ataque como uma traição e fez críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo ele, o líder israelense está “conduzindo o Oriente Médio ao caos” e “desperdiçando o tempo do Catar” ao se engajar em negociações de mediação.

O Catar atua como mediador nas negociações de cessar-fogo na Faixa de Gaza, que incluem a libertação de reféns mantidos pelo Hamas. Al-Thani relatou que, na manhã do ataque, estava reunido com familiares de um dos sequestrados.

“Acho que o que Netanyahu fez ontem simplesmente matou qualquer esperança para esses reféns.”

O primeiro-ministro também disse que oficiais catarianos ficaram feridos no bombardeio israelense e que alguns estão em estado crítico. Para ele, o ataque não ameaça apenas o Catar, mas coloca toda a região em risco.

Nos últimos anos, o Catar tem buscado se firmar como mediador no Golfo Pérsico entre o Ocidente e países árabes, em disputa direta com a Arábia Saudita.

Além de sediar rodadas de negociação, o país também recebe membros da alta cúpula do Hamas. O ex-líder do grupo Ismail Haniyeh, por exemplo, vivia em Doha até ser morto por Israel durante uma viagem ao Irã.

Al-Thani negou que o país abrigue o terrorismo e ressaltou que os encontros com representantes do Hamas para discutir um cessar-fogo em Gaza são de conhecimento público.

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