Prefeitura e comerciantes criam lei para colocar pulseiras em contaminados pela Covid-19

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Prefeitos e empresários, aos poucos, estão achando um ponto de consenso para as ações de combate a pandemia. Um exemplo é o que está acontecendo no município de Apiacás, norte de Mato Grosso.

Executivo e comerciantes promoveram um projeto, que agora é a Lei 1.202/2021, que obrigado pessoas infectadas com a Covid-19 e suspeitos a utilizarem uma pulseira de identificação. Pela lei, quem estiver em quarentena, precisa ficar em isolamento domiciliar obrigatório, sem ter contato com outras pessoas.

A pulseira da cor vermelha será colocada no paciente, por um profissional de saúde. O indivíduo só poderá sair de casa com autorização prévia. O adereço será retirado apenas por profissional autorizado, depois da conclusão da quarentena e tratamento. As autoridades deverão ser informadas, em caso de qualquer problema com a pulseira.




O rompimento proposital da identificação ou descumprimento de outros itens da lei poderá acarretar em multa. O valor varia de R$ 500 a R$ 1 mil.

O prefeito de Apiacás, Júlio César dos Santos, afirma que a medida foi necessária para conter o avanço da doença e preservar o comércio local. A medida, segundo o gestor tem apoio de 80% da população. A adoção de pulseira de identificação já acontece em cidades do interior de São Paulo e Paraná.

Rondonópolis

Se tal lei estivesse em vigor em Rondonópolis, pelo menos 1.292 não poderiam circular pelas ruas da cidade. O isolamento social da capital do sudeste é um dos mais baixos de Mato Grosso, com percentual inferior a 30%.