Polícia diz que excesso de cloro em piscina provocou morte de mulher em academia de SP

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Polícia diz que excesso de cloro em piscina provocou morte de mulher em academia de SP

Produto aplicado em um dia seria suficiente para manter recinto conservado limpo por uma semana

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A investigação policial atesta que o excesso de cloro aplicado na piscina provocou a morte da professora Juliana Basseto em uma academia na zona leste de São Paulo. O manobrista de carros que atuava como piscineiro teria colocado em um dia a quantidade de produto suficiente para manter o recinto limpo por uma semana.

Em depoimento, o manobrista/piscineiro alegou que apenas seguia as ordens de seus chefes. Já os sócios do estabelecimento imputaram a ele a responsabilidade pela dose excessiva de cloro aplicada na piscina. Mas mensagens mostram um deles, mandando o funcionário aplicar mais cloro na água. Uma das mensagens diz: “Joga mais seis”. Ainda no depoimento, um dos sócios afirmou que apagou mensagens que trocou com o funcionário porque ficou nervoso devido à morte de Juliana.

Os sócios foram indiciados por homicídio com dolo eventual, pois assumiram o risco de suas ações sem intenção direta de matar.

Manifestantes, amigos e familiares de Juliana planejam protestar em frente à academia no sábado (14), clamando por justiça.

As autoridades aguardam laudos complementares para a necropsia e análise da água, enquanto monitoram potenciais interferências nas investigações pelos acusados. O caso continua a ser acompanhado pela polícia e pelo Ministério Público, que destacou a necessidade de fiscalização intensiva nas academias.

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