Planeta em Perigo: Robôs humanoides desafiam o futuro do trabalho humano

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Planeta em Perigo: Robôs humanoides desafiam o futuro do trabalho humano

Primeira entrega em massa na China destaca riscos e desafios da automação global

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Uma empresa chinesa fez, nesta semana, a primeira entrega em massa de robôs humanoides para uma indústria. Eles são projetados para trabalhar 24 horas por dia e acendem alerta: estaria a humanidade prepara para ser substituída pelas máquinas? O futuro que parecia distante está cada vez mais perto, como mostrou a reportagem do Domingo Espetacular.

De acordo com o professor de economia Paulo Feldman, o avanço da automação, apesar de necessário, é um “problema sério que todos os países enfrentam” e que pode causar diminuição na renda dos trabalhadores. E segundo o professor de sociologia Glauco Arbix, é um fato inédito a inteligência artificial “competir” com gente que pensa e que trabalha com a cabeça.

Estudo feito pelo MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, aponta que cada robô em uma linha de produção faz o mesmo trabalho de três pessoas. E outro publicado pela imprensa inglesa afirma que as máquinas substituirão mais de 20 milhões de vagas em fábricas. “Empresa não é uma sociedade benemérita, tem que ter lucro. Então, se é possível automatizar, vai automatizar”, analisa Feldman.

E na internet, vídeos com robôs fazendo atividades do dia a dia são cada vez mais comuns. Alguns restaurantes no Japão não têm mais garçons humanos. Nos Estados Unidos, máquinas montam e entregam hambúrgueres. Tem robô que até aprendeu a fazer drinques e mais alguns treinados para atuar em linhas de produção. A tendência é que isso seja mais concentrado nas atividades de baixa qualificação, mas também acontece em atividades que demandam raciocínio mais complexo, como no caso da autora e ilustradora Lúcia Lemos, com começou a desenhar com sete anos, fazia trabalhos profissionais com 16 e, de repente, com a IA gerando imagens com simples prompts, viu sua demanda “sumir”.

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