PH Entrevista- Ibrahim volta ao protagonismo, fala de sonho da famíla e destaca trabalho de secretário de Educação

Picture of Lucas Perrone e Walisson Junior- Redação Primeira Hora Fotos: Sérgio Mafra

Lucas Perrone e Walisson Junior- Redação Primeira Hora Fotos: Sérgio Mafra

Vereador vai participar de Podcast nesta segunda

PH Entrevista- Ibrahim volta ao protagonismo, fala de sonho da famíla e destaca trabalho de secretário de Educação

Vereador participa do Primeira Hora entrevista desta semana

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Ele é o herdeiro político da família Zaher, uma família com história em Rondonópolis, tanto na política quanto no empreendedorismo.

Nascido em 27 de abril de 1983, Ibrahim Zaher é filho de Mohamed Zaher, político e empresário da cidade, que marcou época nas décadas de 1990 e 2000. Seu pai, ao lado dos irmãos, foi um empresário de sucesso. Elias Zaher, por exemplo, presidiu a Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis (Acir). Visionário, Elias foi um dos primeiros empresários a acreditar no potencial comercial da Avenida Presidente Médici.

A Zaher Veículos, empresa fundada por Elias, está localizada na Presidente Médici desde a década de 1970, quando a região ainda era uma fazenda.

Mohamed Zaher decidiu entrar para a política nos anos 1990. Vindo de Campo Grande, chegou a Rondonópolis com o sonho de fazer história tanto no setor empresarial quanto na política. Em 1996, candidatou-se a vereador e foi um dos mais votados. Aliás, sempre que disputou eleições, esteve entre os mais votados. Foi vereador de 1997 a 2012, período em que se destacou como um político atuante, sempre com o sonho de concorrer à prefeitura.

Durante esse tempo, Mohamed presidiu a Câmara Municipal e conquistou tanto aliados quanto adversários. No entanto, por obra do destino, não conseguiu realizar seu sonho de ser prefeito. Deixou, porém, um herdeiro para dar continuidade a essa missão: seu filho, Ibrahim.

Formado em Administração de Empresas por uma das últimas turmas do antigo Centro de Ensino Superior de Rondonópolis (Cesur), Ibrahim é apaixonado por esportes. Quando jovem, foi um atleta de destaque no tênis e fã do americano Pete Sampras. Casado com Yasmine Venâncio, é pai de Luca, de 11 anos.

Ingressou na política em 2012 para substituir o pai, que não pôde concorrer devido a um câncer. Elegeu-se vereador e, em 2016, por questões de saúde, decidiu se afastar da vida pública.

Em 2020, foi indicado como vice na chapa de Thiago Muniz, mas a candidatura não obteve sucesso. No entanto, em 2023, foi eleito para seu segundo mandato como vereador, mantendo vivo o sonho de seu pai: um dia ser prefeito de Rondonópolis.

Na última quinta-feira (6) foi recebido e entrevistado pelos jornalistas Lucas Perrone e Walisson Junior, na redação do site Primeira Hora.


Ibrahim, o senhor está indo para o seu segundo mandato de vereador. Qual que é a diferença do primeiro para o segundo? O que você está sentindo?

É, eu vejo assim, hoje, primeiro, a minha experiência, acho que hoje me sinto muito mais preparado. Fui eleito vereador pela primeira vez com 28 anos. Tinha uma experiência administrativa, pela formação.

Mas, hoje, acho que o que eu passei na vida me preparou muito mais para estar, novamente, hoje inserido no poder público e até para saber pelas coisas que a gente precisa lutar. Eu costumo brincar, até, que eu falo assim que, de vez em quando, eu acho que a gente está preso um looping . Eu passei, depois de oito anos , voltando à Câmara, e muitos dos problemas que nós estamos discutindo hoje são demandas que já existiam há oito anos atrás.

Ou seja, a cidade ficou oito anos… E não resolveu. E se resolveu muito pouco dos problemas.

E por que senhor acha que isso ocorreu, Ibrahim?

Eu acredito que pelo perfil do antigo gestor. O Zé  (Ex-prefeito Zé Carlos do Pátio) , ele tem um perfil muito mais populista, ele atuou em algumas frentes. A cidade teve avanço em algumas áreas, uma parte de infraestrutura, mas, assim, os problemas crônicos da cidade continuam os mesmos. A gente pega uma cidade que, depois de oito anos, ela não se preparou para o tamanho da cidade que ela é.

Eu vejo o Zé com uma visão muito de currutela, o prefeito com uma visão de vereador, muito restrita, de bairro, trabalha para a base dele e não discute a cidade como um todo.

Então, você vê uma cidade que, em oito anos, o que nós tivemos de grandes obras estruturantes? Qual foi o grande investimento que nós tivemos? Então, pega uma cidade que tem um trânsito violento, tem um sistema de transporte coletivo que não funciona, com isso, as pessoas abandonaram esse modal, e todo mundo hoje anda de carro, anda de moto, e isso engarrafa mais, isso gera mais acidente. Rondonópolis é campeã em índices proporcionais de acidente, de violência no trânsito. Então, assim, pouco se fez para construir esse ambiente.

Aí você vai assim, ah, o Zé teve uma boa ideia de fazer um CPA. Você vai lá no CPA para ser um grande projeto, pensando em Rondonópolis para daqui a 20 anos, a avenida é mais estreita que a Lions.

 Não sabia disso…

Então, você vê, assim,uma obra que teria que ter uma grandeza, vamos pensar uma cidade grande. Então, assim, coisas que a gente vê que faltou essa visão de pensar, mas a longo prazo.

O senhor  foi candidato a virador na chapa do Tiago (Thiago Silva, adversário do atual prefeito) e hoje  é  líder do Cláudio?

O que te motivou a aceitar ser líder do Cláudio, sendo que você, teoricamente, apoiou um candidato, entre aspas, de oposição ao Cláudio?

É, o Cláudio, passada a eleição, encontrei com ele um dia na padaria, e desde o começo ele fez esse convite, queria que eu estivesse à frente da liderança dele, né? É… Talvez pela experiência de já ter tido um mandato, tudo ele… E aí eu senti a necessidade, conversei bastante com ele, a princípio não iria ser líder, porque já estava com a questão da primeira secretaria, mas é um pedido dele, entendendo que acho que a gente poderia contribuir mais ali dentro da Câmara, ajudando nessa construção. É o que eu falo assim, Rondonópolis  já perdeu muito pelo isolamento político.

 Era uma outra característica do prefeito Zé do Pátio

Se isolava para dizer que tudo é ele que faz, e você não constrói uma cidade do porte de Rondonópolis sem ter o auxílio dos deputados, estaduais, federais, senadores, correr atrás do governo para voltar aquilo que é de direito da nossa cidade. Quais grandes investimentos Rondonópolis teve também vindo do governo do estado? Ah, tivemos o asfaltamento do distrito, mas o que mais nós tivemos de peso, de impacto? A gente vê regiões do norte sendo construídos hospitais regionais, a Nova Rota investindo pesado nos trechos ali do Norte do estado. E Rononópolis que é a segunda maior economia, a cidade que devolve muito dinheiro para o estado em termos de arrecadação.

E o que tem voltado disso para nós?

Nós estamos aqui com o hospital regional estrangulado. Hoje, uma grande causa da nossa saúde na espera é justamente de pessoas que aguardam para ir para o regional para fazer as suas cirurgias. A gente vê a Santa Casa passando por uma dificuldade que não é a responsabilidade do município.

A média e alta complexidade é do estado e da União. O município não tem a ver com isso, o município tem que cuidar da saúde básica. E o Zé acabou invertendo também essa faixa de pensamento.

Ele diminuiu o investimento na saúde básica mais do que aplicou três vezes na média e alta complexidade, que não é a nossa responsabilidade.

Então, hoje a gente precisa chamar o estado para contribuir mais com o município de Rondonópolis. Então, eu acho que o Claudio teve a sabedoria de trazer os vereadores que, de uma certa forma, não estavam no arco dele.

Trouxe os vereadores do PSB, depois trouxe os dentro dele. Ou seja, ele construiu uma aliança mostrando que a cidade precisa de união. E uma das coisas que me motivou justamente é isso.

Eu acho que o Brasil perde muito com essa divisão. Eu acho que é o momento da gente fazer uma união, apaziguar as coisas para que o país volte à cidade, o estado volte a crescer.

E como senhor avalia a gestão do Claudio?

Eu acho que algumas pastas já caminharam bem. Eu vejo alguns secretários que conseguiram já colocar um ritmo. É diferente.

O Claudio montou um secretariado novo, técnico, pessoas que talvez não tenham um polimento político.Isso, por um lado, é bom, mas também a gente sabe que o poder público é diferente do privado. Na nossa empresa, você vai dar a ordem e está resolvido.

 Então, você chega no público, você tem uma série de atenuantes.

Tem o fator político, tem o fator dos servidores, tem o fator da legislação, da burocracia, da moroosidade. É tudo muito mais demorado. Então, às vezes, você tem a ideia, mas você não consegue pôr em prática, porque não é simplesmente a sua vontade.

Então, eu vejo que alguns secretários conseguiram se despontar. Eu vejo, hoje, quem tem uma atuação destacada no meu ponto de vista, o secretário Carlos Júnior dentro da educação. Uma pasta difícil, uma pasta grande.

E ele tem conseguido fazer essa condução até junto ao servidor público, que é o mais difícil. Trazendo um pouco da sua visão. O Carlos Júnior, que tem uma visão mais conservadora, e tem conseguido levar isso para dentro.

Fazendo formações; que a gente não via há muito tempo.

 Ontem, nós estivemos reunidos na Câmara, até com um núcleo da área de formação, fazer uma parceria com a Câmara para usar para fazer um curso de Libras. E já falaram ali uma série de cursos que eles têm para fazer.

Então, informação ao servidor. Servidor do município ficou abandonado. Os oito anos do Zé, o servidor público ficou esquecido.

E o Claudio tem tentado resgatar a autoestima, porque o servidor é o grande diferencial. Porque quando vem a parte política, ganhou um novo grupo, troca-se as peças. Mas quem está lá, e até você informalmente colocou isso, a Secretaria de Educação, a Secretaria de Educação, tem uma pasta de bastante gente concursada.

E isso até é o que garante uma continuidade do serviço. Porque o servidor está ali no dia a dia. A gente que é agente político passa, mas o servidor fica.

Então, o Claudio traz esse diálogo para o servidor. Tivemos, na semana passada, uma reunião importante com o IMPRO, o ServSaúde, o SISPMUR, pela primeira vez, as três entidades reunidas junto. A gente ouvindo as demandas, fazendo esse diálogo, essa reconstrução.

E aí é importante a gente fazer esse resgate da autoestima do servidor. Porque eles são peças fundamentais. E isso se faz com você trazendo ferramentas, condições, incentivando o servidor a desempenhar o melhor trabalho.

Porque, no final, o que a gente precisa? Fazer um bom serviço para a nossa sociedade.

Ibrahim, a gente sabe que você é uma pessoa que não pensa em ser só vereador. Você tem um projeto político além de ser vereador?

 hoje eu retorno à cena política como vereador.

Eu, no meu primeiro mandato, graças a Deus, a gente conseguiu fazer um bom trabalho. Acabei sendo candidato a deputado estadual na ocasião. Não fui eleito, mas tive uma boa votação.

Quantos votos você teve? Você lembra?

 Eu tive quase 11 mil votos em Rondonópolis, 9 mil e poucos votos. E aí me projetou num projeto maior em 2016. Eu estava pré-candidato a prefeito, construindo um bom arco de aliança.

Foi quando eu descobri o meu problema de saúde e me afastei da política. Em 2020 eu saí como vice e hoje retomo. Mas, assim, lógico, a vereança é fundamental.

Mas, para mim, é um recomeço. E, com certeza, a gente almeja dar passos maiores. Não sei se já nessa próxima eleição, não vejo isso hoje como um projeto.

Mas, com certeza, a gente quer poder continuar.

Você sonha em um dia ser prefeito de Rondonópolis?

Ah, com certeza. Eu acho que a nossa família tem uma história bonita na cidade.

E eu gostaria de poder contribuir.

Seu pai sonhou em isso?

Meu pai sempre teve essa vontade.

Em 2016 eu tive, Coloquei, tudo é no tempo de Deus, né? Mas, assim, esse projeto interrompido de participar de uma eleição. E vamos fazer o trabalho e tentar prestar da melhor forma possível e colocar nas mãos de Deus.

O senhor teve uma votação mais expressiva dentro do seu partido na última eleição. E tendo ali candidatos muito fortes, até, talvez, considerados mais favoritos que o senhor. Como o próprio Adilson, como Mariúva, o Investigador Gerson.

O senhor foi mais popular nessa eleição que os demais candidatos do seu partido?

Olha, assim, não é fácil, né? Eu falo assim, você ganhar a primeira vez, já não é fácil. A reeleição é difícil.

Mais ainda, porque vai mudando. Agora, você ficar fora do cenário e voltar, não é brincadeira. Tanto eu como a Mariúva, acho que a gente fez um feito importante.

Que é estar fora do cenári. Na nossa chapa, nós tínhamos ali quatro vereadores com mandato. A gente tinha o Adonias, tinha o Dico, tinha o Naboreiro, tinha o Gerson. Tinha o Jonas também, que era vereador.

Tinha o Jonas, cinco vereadores com mandato. E vários ex-vereadores. Nós tínhamos o Fábio Cardozo, tinha o Fulô.

Tinha algumas promessas aí que despontam no cenário político. A Rosiane, o Wilber. Era uma chapa pesada, uma chapa difícil.

Graças a Deus, eu acho que eu consegui levar para a sociedade um pouco daquilo que a gente fez ao longo da história nossa na vida política. Tanto eu como o meu pai. O que a família construiu nesses mais de 20 anos dentro da história da política.

Eu acho que esse grande número de votos é uma recompensa. Não é uma recompensa, é um reconhecimento desse trabalho prestado. Depois de tantos anos, as pessoas ainda lembrarem e confiarem o voto.

Aumenta a nossa responsabilidade, mas também fico muito feliz porque durante a campanha eu pude ver que as pessoas ainda lembravam do nosso trabalho. Lembravam que o Ibrahim, quando foi presidente da Câmara, devolveu dinheiro. Foi o segundo vereador, antes dele tinha sido o pai dele.

Até da história do meu pai, enquanto os projetos que a gente discutiu. Então, acho que isso é muito gratificante e nos motiva mais ainda a continuar trabalhando.

O que senhor pensa das próximas eleições? Principalmente para o governo de Mato Grosso e para o presidente da República?

Olha, o cenário ainda está um pouco indeciso.

Eu vejo que hoje a aprovação do governo do PT é muito ruim. Assim como o partido em si está em um descrédito total. O Brasil vive um tempo muito ruim pela política empregada por esse governo.

Nós estamos pagando um preço caro. Eu acho que se nós tivéssemos o nosso presidente Bolsonaro ainda reeleito, acho que a gente teria um cenário totalmente diferente. Principalmente na confiança do investidor.

Nós temos muitas pessoas que têm dinheiro no Brasil, mas para onde esse capital tem ido? As pessoas têm levado isso para o exterior. Um governo que não traz segurança, um país que não tem segurança jurídica. Tudo isso afeta o nosso dia a dia.

Então, eu acho que o resultado dessa eleição que teve agora, isso vai ser espelhado novamente daqui dois anos. Eu acho que a direita vem muito forte com o governo. Se não for o Bolsonaro, o candidato que ele apoiar, que seja quem for, vai ser um candidato extremamente forte.

Eu acho que o governo do PT vai ter dificuldade de reverter essa situação. Não consigo ver um cenário positivo para isso. Eu acho que o Lula já está em uma idade bem avançada e isso prejudica.

Vai chegar na próxima eleição igual o Biden chegou nos Estados Unidos. E a esquerda é um projeto que fracassou. Não conseguiu criar um sucessor.

Nós não vemos bons nomes para vir para uma sucessão. Nós temos alguns nomes que eu vejo mais do centro e esquerda, como o João Campos, que eu acho que é um menino que tem tudo para descontar. Vem fazendo um bom trabalho.

Mas eu acho que a direita hoje está melhor posicionada. Tem bons nomes aí. E o Estado do Mato Grosso mais ainda.

É um Estado extremamente da direita. Um Estado que tem esse perfil. Prova disso é o resultado que nós tivemos nas eleições.

Acredito que também quem for aqui do lado do Bolsonaro sai com a vantagem. Um projeto de governo. E a gente vê que cada vez mais as pessoas têm medo de estarem nos partidos de esquerda.

A gente vai vendo uma migração. Porque ficou comprovado que é um projeto fracassado. As pessoas buscam ir para um partido mais de centro, mais de centro-direita.

E eu estou vendo na Câmara um embate muito forte entre você e o Júlio Mendonça. Lembrando o seu pai com o Juca Lemos na década passada. É por aí mesmo?

Eu falo assim.

Eu nunca votei no PT. Desde quando eu comecei a votar. Nunca tive afinidade ao partido.

Não comungo. Não vejo que são ideias que prosperam. A gente pode ver a nível de mundo.

Quais países que vieram com essa ideia de mais esquerda. Socialista, comunista. Que prosperaram.

Muitos poucos. E é um embate que eu vejo como natural. Lembra muito de fato o meu pai com o Juca Lemos.

Que já travava esse embate. Mas são divergências de visão. Tenho respeito pelo colega como mandatário.

Mas aquilo que eu não comungo. A gente está ali para isso. E o parlamento é isso.

É você ter as divergências. Discutir no campo da discussão. Respeitando.

Eu acho que o contraponto é sempre importante. E vamos tocando.

Então vendo essa realidade do seu partido hoje. Você pensa na migração, em sair do MDB? Hoje estando como líder do prefeito. Você pensa na migração?

A minha escolha na época do partido MDB.

Foi até pelo projeto do deputado Tiago Silva. Que é um amigo que eu tive o prazer de conhecer. Desde o meu primeiro mandato.

Foi meu primeiro secretário na época na Câmara. Tinha nos apoiado no meu projeto de vice.

Junto com o Tiago Muniz. Então a gente tinha esse compromisso. Então a escolha do MDB foi justamente para estar próximo.

Eu tenho um perfil mais de direita. Isso eu não nego. Sempre fui um defensor dos princípios.

E da ideia. Do que representa a política da direita. Sou um pouco mais moderado.

Me vejo um perfil um pouco mais moderado nesse sentido. Mas hoje eu não posso mudar de partido. E não passa também pelos meus pensamentos.

Eu acho que o MDB é um partido que tem as duas linhas. Hoje se você olhar a nível de Brasil. Existe uma ala governista.

E existe uma ala muito crescente que quer caminhar. Antigoverno. Inclusive o nosso próprio presidente do partido.

O Baleia Rossi. Que é um dos grandes defensores do projeto do Tarcisio. O próprio Bolsonaro já cogitou o Temer.

Como um vice. Um possível vice dele. Com uma vinda presidencial.

Então acho que o MDB cria-se uma tendência muito forte. De caminhar para um lado mais de centro-direita. Existe já essa linha muito crescente dentro do partido.

Eu acho que se chegar daqui quatro anos. Que é quando eu posso fazer uma mudança. E isso não tiver muito desenhado.

Daí eu com certeza vou pensar em partir para um partido. Que seja mais daquilo que eu de fato acredito. Mas acho que o MDB é um partido que tem uma história política.

E hoje ele acaba transitando em todas essas vertentes. Então estou muito tranquilo. Até porque estou no partido.

Mas os meus ideais sempre vão estar acima de tudo. Aquilo que eu acredito eu vou defender. E como eu digo.

O mandato nós o conquistamos. E vou sempre lutar por aquilo que eu acredito.

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