A Faculdade Anhanguera de Rondonópolis anunciou oficialmente a abertura de três novos cursos de graduação: Medicina Veterinária, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. A novidade foi destacada pela diretora da unidade, Ana Paula Lucena, em entrevista ao Primeira Hora na manhã desta segunda-feira (01).

Segundo a diretora, a expansão segue a estratégia da instituição de atender demandas crescentes da região, tanto no setor da saúde quanto no agronegócio, além de ampliar a oferta de serviços gratuitos e de baixo custo à população por meio das clínicas-escola.
O curso de Medicina Veterinária surge como resposta direta à vocação econômica do município, onde o se destaca como um dos principais pilares, exigindo profissionais qualificados para atuação na produção animal, em clínicas, laboratórios e na vigilância sanitária.
Já as graduações em Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional chegam para suprir a falta desses profissionais no país. Conforme dados citados pela diretora, o Brasil possui pouco mais de 55 mil fonoaudiólogos e cerca de 18 mil terapeutas ocupacionais, números considerados abaixo do necessário para atender à população de forma ideal.
Além dos novos cursos, Ana Paula destacou a relevância das clínicas-escola, que funcionam dentro da própria unidade com atendimentos supervisionados nas áreas de fisioterapia, odontologia, psicologia, nutrição e práticas jurídicas. “É onde o aluno vivencia a prática e a comunidade recebe serviços de qualidade”, pontuou.
ENTREVISTA – Ana Paula Lucena

Diretora da Faculdade Anhanguera de Rondonópolis
1. Por que a Anhanguera decidiu lançar os cursos de Medicina Veterinária, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional?
A chegada desses três novos cursos reflete o compromisso da Anhanguera em ampliar o acesso à formação superior em áreas estratégicas para a região. Identificamos demanda crescente por profissionais qualificados no setor agropecuário e na saúde humana, ambos em expansão no país. Queremos atender às necessidades do mercado e contribuir para o desenvolvimento econômico e social de Rondonópolis e cidades vizinhas.
2. Qual a importância do curso de Medicina Veterinária para uma região como Rondonópolis?
O agronegócio é um dos principais pilares da economia local e estadual. Por isso, precisamos de profissionais que garantam bem-estar animal, produtividade e segurança alimentar. A formação atende às demandas de fazendas, clínicas, laboratórios, vigilância sanitária e controle de zoonoses. É um curso totalmente alinhado à vocação regional.
3. E quanto aos cursos de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional?
São áreas em plena expansão e com déficit de profissionais no país. Na Fonoaudiologia, temos pouco mais de 55 mil profissionais no Brasil, número inferior ao ideal, segundo o CFFa. A Terapia Ocupacional conta com cerca de 18 mil terapeutas, quantidade insuficiente conforme recomendações da OMS. Essas graduações fortalecem nossa atuação na saúde e ampliam a oferta de serviços essenciais à população.
4. Quais as expectativas com as novas graduações?
Queremos ampliar nossa participação na formação de profissionais qualificados e conectados às necessidades reais da região. Isso fortalece nossa relação com a comunidade e contribui para geração de emprego, renda e novas oportunidades. É educação acessível e de qualidade.
5. As clínicas-escola terão papel importante nesse processo?
Com certeza. Elas são fundamentais na formação do estudante e na nossa missão social. Os atendimentos são supervisionados por professores especialistas e permitem a prática real do aprendizado, enquanto a comunidade recebe serviços de qualidade, gratuitos ou com custo social.
6. Quais serviços estão disponíveis hoje nas clínicas-escola?
Temos cinco estruturas principais: clínica de fisioterapia, odontologia, nutrição, psicologia e o NUPRAJU – Núcleo de Práticas Jurídicas. Todas funcionam dentro da unidade, com atendimento acessível à população.
7. Esses serviços são abertos a qualquer pessoa da comunidade?
Sim. Os atendimentos são abertos ao público, sem necessidade de vínculo com a instituição. São gratuitos ou possuem preço social nas áreas da saúde. É uma forma de retribuir à cidade a parceria e a confiança que recebemos.





