A pequena Harper Walker tinha apenas 13 meses quando seus pais perceberam que um de seus olhos apresentava uma mancha roxa. Por se tratar de uma idade em que as crianças estão aprendendo a se mexer e lidar com objetos, Adam Walker e Jenny Huddart logo associaram que a filha teria se machucado em alguma brincadeira, após o tratamento para a displasia de quadril, relataram ao tabloide britânico Daily Mail.
No entanto, meses depois, Harper ainda estava com o hematoma, e seus pais decidiram buscar auxílio médico. No hospital, eles descobriram que o roxo se tratava, na verdade de um neuroblastoma de alto risco, em estágio 4.
De acordo com o Manual MSD de Diagnósticos e Tratamentos, o neuroblastoma é um câncer comum entre crianças, podendo afetar partes do sistema nervoso ou as glândulas adrenais, com taxa de sobrevida de 50%.
“‘O dia em que recebemos a notícia foi esmagador. Ficamos atordoados e confusos. Harper tinha metástases em vários locais do corpo e do crânio”, contou Walker ao veículo britânico. Atualmente, o câncer atinge rim, costelas, quadris, crânio e medúla óssea da criança.
Atualmente, Harper está sendo tratada no Royal Manchester Children’s Hospital pelo serviço nacional de saúde do Reino Unido, mas seus pais pretendem arrecadar £ 300 mil (R$ 1.819.987,50) para um tratamento experimental, de modo a aumentar as chances de sobrevivência da garota. Até o momento, eles conseguiram £ 75 mil.
Hoje, com 18 meses de idade, Harper já concluiu um ciclo de quimioterapia de 80 dias e aguarda os resultados dos exames para certificar que poderá fazer uma cirurgia. Ainda, ela está passando pela colheita de células-tronco e seguirá para novos ciclos de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.
“Uma vez que isso esteja completo [o tratamento], ainda existe o risco de que o câncer retorne. Estamos arrecadando dinheiro para Harper receber um tratamento revolucionário que pode melhorar sua sobrevivência a longo prazo”, esclareceu o pai da britânica.
A terapia buscada pela família faz parte de um ensaio do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York, com uma vacina bivalente experimental, que induz o corpo a produzir os próprios anticorpos contra o câncer.





