O século XXI tem sido marcado por um período de evolução tecnológica sem precedentes. Em cerca de 20 anos, evoluímos do celular arcaico para o smartphone, da linha de montagem para a impressora 3D, e dos primeiros computadores pessoais para os complexos códigos de Inteligência Artificial. Mas a revolução tecnológica que se deu em toda a sociedade também chegou ao sector do trading. A economia do século XXI, e arte de investir em particular, têm sido caracterizadas pela insistente renovação de formatos e pela criação de novos métodos de trading.
Os traders usam uma corretora ou uma plataforma de negociação online para colocar seu capital em diferentes ativos. Dependendo do nível de risco a que os investidores pretendam se expor, eles operam com mais ou menos leverage. O leverage, conhecido em português como alavancagem financeira, continua fazendo parte do dia-a-dia do investidor moderno; de forma genérica, é uma operação que tenta aumentar a rentabilidade de um determinado investimento criando uma dívida. Embora o leverage seja utilizado em operações de trading online, é uma técnica que se recomenda apenas a investidores experientes, já que amplia de forma considerável os níveis de risco e exposição de um investimento, o que pode resultar em perdas elevadas.
Mas se por um lado os fundamentos do trading são os mesmos de sempre, por outro é necessário explorar as novas oportunidades que as tecnologias do século XXI têm introduzido no mercado financeiro. Uma das mais significativas é a do social trading, uma nova maneira de investir que parece reunir de forma harmoniosa os princípios fundamentais da economia e do novo mundo das redes sociais.
O que é o social trading?
Existem várias formas de social trading à disposição de qualquer potencial investidor. Participar de uma plataforma de social trading pode ser tão fácil quanto criar uma nova conta no Instagram ou no Facebook. Mas isso não quer dizer que o negócio não seja sério. Ao investir em social trading, você estará a colocar seu dinheiro nos mesmos mercados financeiros em que os traders mais experientes do mundo fazem suas apostas. Mas sendo assim, quais são as vantagens deste novo tipo de trading? O principal benefício que advém destas novas plataformas se relaciona com o acesso aos mercados financeiros. Uma das formas mais populares de social trading passa por copiar trader. Esse método permite que você consulte uma rede social de traders, avalie seus resultados, e copie os investimentos de seu favorito. Isso também é conhecido como mirror trading, porque um investidor comum pode graças a esse método utilizar de forma automática a experiência e sabedoria de um trader com muitos anos de mercado ou com muito talento para os investimentos financeiros. É além disso uma excelente oportunidade para que traders experientes possam fazer mais dinheiro com seu portfolio. Normalmente, quanto mais pessoas copiarem um investimento de um trader, maiores serão suas comissões.
Finalmente, isso permite que uma nova vaga de traders talentosos mas sem formação académica se notabilizem no meio económico, abrindo dessa forma a porta a um novo género de agentes do mercado financeiro.
O social trading é sem dúvida uma das maiores transformações dos últimos 20 anos no sector do trading. No entanto, não são apenas as redes sociais a interferir com a modernização do sector financeiro. A Inteligência Artificial, e a engenharia de redes em particular, têm transformado de forma indelével a maneira como os maiores traders do mundo colocam seu capital no mercado.
O fascinante mundo do HFT
A sigla HFT se refere a high-frequency trading, ou “negociações de alta frequência, e essa é outra forma de trading que só se tornou possível no século XXI. Embora tenha surgido em 1998, a popularidade do HFT tem crescido muito nos últimos anos devido à evolução da tecnologia de programação. No mundo inacessível do HFT, algoritmos extremamente complexos são desenhados para prever as volatilidades do mercado financeiro e assumir o papel de um trader. Esses sistemas são muito eficazes, pois são capazes de realizar milhares ou mesmo milhões de operações racionais no mercado a uma velocidade de microssegundos.
No mundo do HFT, o algoritmo mais inteligente e mais rápido é aquele que consegue tirar melhor partido do mercado. Actualmente, existem tantos algoritmos desse género investindo nos mercados que alguns especialistas chegaram a referir que o HFT foi responsável pelo Flash Crash de 2010. Ainda assim, os traders da velha guarda insistem que será impossível que qualquer máquina venha a substituir o sexto sentido de um investidor talentoso.





