A onça-pintada morta nesta semana por um fazendeiro, em Poconé, a 104 km de Cuiabá, na região do Pantanal mato-grossense foi identificada como ‘Queixada’, um jovem macho que era monitorado desde novembro do ano passado.
Segundo a ONG Jaguar Identification Project, em novembro, a onça foi avistada pela primeira vez no Pantanal.
Em uma publicação nas redes sociais, nesta sexta-feira (1), a organização disse que realizou a identificação do animal.
“Fomos avisados pelos donos da Fazenda Piuval na tarde dessa quinta-feira (31) pedindo para verificarmos se este indivíduo é um de seus machos residentes. Estávamos com dor de estômago quando encontramos a onça morta. Este não é o tipo de identificação que queremos fazer, mas esta informação é extremamente valiosa dando mais peso ao caso quando o condenarem à prisão”, disse a ONG na publicação.
A polícia procura o pecuarista que aparece abraçado com a onça-pintada morta com um tiro na cabeça. O homem teve a prisão preventiva decretada e é considerado foragido.
A reportagem tenta localizar a defesa dele.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e pela Polícia Civil de Poconé. Nesta sexta-feira (1º), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, sendo um na residência e outro na fazenda do investigado.
O que diz a lei
O crime de caça, previsto no Art. 29 da lei 9.605/1998, na seção dos crimes contra a fauna, prevê pena de detenção de seis meses a um ano, e multa.
O artigo diz o seguinte: Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida.





