O que é ‘Gen Z Mada’ e como os jovens estão levando protestos digitais às ruas

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Movimento que começou no Tik Tok ganhou apoio de sindicatos e outros grupos - Reprodução/Instagram/@gen_z_madagascar

O que é ‘Gen Z Mada’ e como os jovens estão levando protestos digitais às ruas

Jovens usam o domínio das plataformas digitais para coordenar ações, segundo especialista

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Em Madagascar, um movimento liderado por jovens chamado Gen Z Mada começou nas redes sociais e se transformou em protestos nas ruas, mobilizando cidadãos para cobrar mudanças e responsabilização do governo diante de problemas sociais e econômicos.

O movimento, que surgiu no Facebook e no TikTok, passou a colaborar com sindicatos e grupos tradicionais, ampliando o alcance e influência.

O descontentamento dos jovens de Madagascar está ligado a questões como escassez de água e apagões frequentes, além da demanda por reformas políticas e sociais. Os protestos se intensificaram em várias cidades, com os manifestantes pedindo a renúncia do presidente Andry Rajoelina e mudanças estruturais no governo.

Gen Z Mada não é um caso isolado. Movimentos semelhantes têm surgido em outros países, como no Marrocos, onde estudantes foram às ruas contra as desigualdades no sistema de saúde, educação e justiça social. A mobilização também aconteceu no Nepal, após a proibição de redes sociais pelo governo.

No Peru, jovens se manifestaram após o governo anunciar mudanças na lei da aposentadoria. Os protestos também pedem pelo fim da corrupção, repressão e controle da criminalidade. Com isso, a popularidade da presidente Dina Boluarte caiu para 2,5%, enquanto seu governo tinha 3%.

Em entrevista à CNN, Bart Cammaerts, professor de política e comunicação na London School of Economics, explica que a infraestrutura online facilita a mobilização dos jovens, que conseguem levar protestos da internet às ruas. “Quando eles fazem isso, não se torna apenas uma coisa da Geração Z… vai além disso e se torna um tipo de movimento muito maior”, afirmou.

Dessa forma, o que os jovens estão fazendo é aproveitar o domínio das plataformas digitais para coordenar ações em tempo real. “Você não precisa necessariamente de uma grande organização ou força de mobilização”, disse Cammaerts.

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