O gerenciamento dos resíduos dos serviços de saúde é importantíssimo

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Os resíduos gerados pelos serviços de saúde merecem uma atenção ainda maior
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O gerenciamento dos resíduos dos serviços de saúde é importantíssimo

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O mundo moderno enfrenta grandes desafios para diminuir e tratar corretamente toda a produção de resíduos gerados pelas atividades humanas. Além de uma questão ambiental e assunto que preocupa todas as nações, os resíduos gerados pelos serviços de saúde merecem uma atenção ainda maior, já que afetam diretamente o bem-estar e a salubridade de toda a sociedade.

Além de obrigatório, um plano de gerenciamento de resíduos de serviço de saúde, ou PGRSS é fundamental para erradicar riscos ao meio ambiente e riscos à vida de populações de todas as idades e camadas sociais.

Conheça os principais “lixos hospitalares” e sua potencial ameaça

Há uma infinidade de instituições e serviços voltados à manutenção da saúde dos seres humanos e animais, como hospitais, centros cirúrgicos, unidades médicas de pesquisas, laboratórios de análises clínicas, entre tantos outros locais em que existe a necessidade do uso de materiais que entram em contato direto com diversos fluídos do corpo humano, esteja ele saudável ou não.

De acordo com uma estimativa do Ministério do Meio Ambiente, são produzidas cerca de 626 a 1.250 toneladas de lixo hospitalar por dia no Brasil. Entre esses materiais estão seringas, cateteres, mangueiras para soro, sondas, placas de análise, frascos, além de materiais utilizados em procedimentos, como luvas descartáveis, algodão, gaze, faixas entre outros, que entram em contato direto com tecidos, fluídos e dejetos humanos.

Tidos esses materiais podem estar contaminados com agentes biológicos e substâncias tóxicas que, se despejados em aterros sanitários comuns, tem um enorme potencial nocivo tanto ao meio ambiente (solo, água, plantações) e também agem como agentes infecciosos aos profissionais da coleta, como coletores e catadores.

Como funciona um PGRSS

Além de cumprir as leis de saúde pública, um PGRSS é indispensável para a identificação, separação, armazenamento e tratamento sanitário adequado do lixo hospitalar. Seus principais objetivos são reduzir tanto quanto o possível a produção de resíduos, identificar, manipular e armazenar o material em segurança e finalmente destiná-lo para o processo de descarte adequado.

A primeira etapa do processo consiste na classificação adequada do material utilizado, que é identificado e separado em grupos

– Grupo A: Resíduos potencialmente infectantes

– Grupo B: Resíduos Químicos

– Grupo C: Resíduos Radioativos

– Grupo D: Resíduos Comuns

– Grupo E: Resíduos Perfurocortantes

Cada etapa do PGRSS deve ser cuidadosamente documentada de acordo com as especificações e leis sanitárias, obedecendo a protocolos e registros de valor jurídicos para prestação de contas aos órgãos fiscalizadores, sejam eles municipais, estaduais ou federais.

Por fim, cada categoria de detritos gerados em serviços de saúde terá um tratamento diferenciado e apropriado. Todos eles devem serem embalados com materiais específicos que não os deixem em entrar em contato com as pessoas e com o ambiente, como sacos espessos e especialmente identificados, caixas ou recipientes, entre outros.

Somente depois de todos esses cuidados processuais, cada categoria de resíduo será destinada ao seu destino final, como trituração, incineração, pulverização a laser, ou em casos mais simples, o aterro sanitário apropriado para essa finalidade.

Todas as etapas do PGRSS deve ser conduzida e coordenada por profissionais especializados, como técnicos e engenheiros e outros profissionais da área da saúde, que devem se responsabilizar pelo treinamento de equipes e registros de todos os procedimentos para o descarte do lixo hospitalar.

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