Setores responsáveis por grande geração de empregos em Rondonópolis estão preocupados com a aprovação do novo Plano Diretor pela Câmara Municipal, sem as alterações que foram discutidas em audiências públicas e consideradas fundamentais para garantir a viabilidade econômica das empresas. A construção civil e todo mercado imobiliário são os mais afetados.
Alguns itens citados como preocupantes são a criação de zonas de amortecimento e de áreas de risco, próximas a parques, aldeias indígenas, córregos, rios e áreas de proteção, que vão atingir 60% do território da cidade.
Com isso, não será possível construir em 60% da área do Município de Rondonópolis. Essas mudanças afetariam não apenas a construção civil, mas as famílias que moram há anos na cidade e vão passar a ficar em zona de ilegalidade.
Outro fator que preocupa é a verticalização de Rondonópolis, hoje em plena expansão. Com o novo Plano, um edifício que teria 25 andares só poderá ter 6, e um edifício que poderia ter 40 andares só poderá ter 10. Isso, para as empresas, não paga sequer o custo do terreno para a obra, alerta o setor. O novo Plano também afeta a expansão horizontal, já que condomínios ou residenciais que teriam 400 lotes, por exemplo, terão que passar a ter bem menos.
Entidades do setor já se posicionaram contra a aprovação do Plano sem as alterações que foram amplamente discutidas e cobram que a Casa de Leis, via emendas, entenda a necessidade de garantir o funcionamento de áreas que já são a marca da cidade e responsáveis pelo sustento de incontáveis famílias rondonopolitanas.





