Uma inglesa, de 41 anos, sofre com uma síndrome rara que faz com que ela escute constantemente os barulhos de seu próprio organismo funcionando.
Pamela Roberts, de Maidstone, na Inglaterra, afirmou em entrevista ao jornal inglês Kennedy News, que consegue ouvir o bombeamento do sangue de seu corpo, os batimentos cardíacos, a própria respiração, os músculos e ossos se movendo, e até os sons de seus olhos se mexendo. “É horrível, uma forma de tortura para mim. Eu sinto vontade de fugir disso tudo”, afirma.
A condição rara é resultado da Síndrome de Deiscência do Canal Semicircular Superior (SDCSS), que consiste em perfurações no canal auditivo. É caracterizada principalmente por estímulos sonoros intensos.
Por conta da patologia rara, ela sente tonturas constantes e vive reclusa em casa: “Todos os dias sinto-me tonta, desequilibrada. Eu em sinto muito triste porque meus amigos tentam me convidar para lugares e eu estou sempre encontrando desculpas para não ir. As pessoas simplesmente não entendem”.
A inglesa conta que em certas ocasiões olha para os lados pensando que outras pessoas ao seu redor também estejam ouvindo o mesmo que ela: “É tão barulhento, eu sempre me viro e acho que as pessoas podem escutar, mas depois percebo que ninguém pode ouvir meu estômago, sou só eu”.
Por conta da anormalidade, a mulher sabe exatamente quando comeu algo que não lhe caiu bem: “Eu sei exatamente quando tenho uma dor de estômago porque posso ouvir tão alto. Soa como algo borbulhando. É um barulho horrível”, detalha.
Os sintomas da síndrome começaram a aparecer em junho de 2015, depois de bater a cabeça em um objeto de cerâmica. Ela desmaiou e o acidente causou pequenos buracos no canal de seu ouvido esquerdo.
Quando procurou os médicos para contar os barulhos esquisitos que estava ouvindo, eles advertiram que era ansiedade, e iria passar. Posteriormente, em 2016, uma tomografia computadorizada revelou que ela estava, na verdade, com a Síndrome de Deiscência do Canal Semicircular Superior (SDCSS).
Roberts passou por uma cirurgia no Reino Unido onde os médicos tentaram preencher os buracos do canal auditivo, mas não funcionou, e ela passou a ouvir os sons ainda mais alto. Agora, ela tenta arrecadar dinheiro para uma operação nos Estados Unidos, considerada revolucionária.
Pamela é casada com Martyn Smith e mãe de duas crianças, Bethany, de seis anos, e Bobbie, de dois.
A Síndrome de Deiscência do Canal Semicircular Superior foi reconhecida na medicina pela primeira vez em 1998, e geralmente ocorre em idosos por razões desconhecidas. Desde a descoberta, apenas 600 pessoas foram diagnosticadas com a patologia.






