Menina de 8 anos morre pisoteada por elefantes

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Reprodução/Facebook/Fundação Rimba Satwa

Menina de 8 anos morre pisoteada por elefantes

Pai da criança disse que ouviu os barulhos dos animais e decidiu fugir com a família; caso aconteceu na Indonésia

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Uma menina de 8 anos morreu após ser atacada e pisoteada por uma manada de elefantes na Indonésia. O caso aconteceu no dia 31 de outubro, quando o grupo de animais se aproximou das casas da região de Rumbai Ocidental, forçando os moradores a fugir às pressas.

A criança sofreu ferimentos graves, incluindo fratura craniana e múltiplos ossos quebrados. Ela foi socorrida e passou três dias em coma, mas não resistiu. A morte foi confirmada na última sexta-feira (7).

O pai de Citra, Sardo Purba, descreveu o momento do ataque em entrevista ao jornal Jakarta Globe. Ele contou que ouviu os barulhos dos animais rondando a vizinhança e decidiu fugir com a família, com medo de que os elefantes destruíssem a residência. No momento da fuga, a criança acabou caindo.

“Um deles era muito agressivo. Corremos para o milharal, mas ele nos perseguiu. Minha segunda filha foi pega e pisoteada”, disse Purba. A polícia local afirmou que está em contato com órgãos ambientais para evitar novos incidentes semelhantes.

A BKSDA (Agência de Conservação de Recursos Naturais de Riau) também se manifestou sobre o caso e pediu cautela aos moradores que vivem próximos a áreas de floresta. Eles alertaram que, em situações como essa, é preciso manter a calma e evitar agir de forma agressiva ou provocativa. Isso porque a reação das pessoas pode agravar a situação, deixando os animais agressivos.

Segundo a Fundação Rimba Satwa, organização de conservação dedicada à defesa da fauna selvagem, episódios como esse estão ligados à destruição do habitat dos elefantes. Para o diretor da instituição, Zulhusni Kyukri, os traumas mudaram o comportamento dos elefantes.

“Esse tipo de incidente decorre do trauma que os elefantes sofreram em Riau durante décadas devido à intervenção humana, incluindo serem expulsos de aldeias, ficarem presos em armadilhas e serem espantados por fogos de artifício”, disse o especialista em entrevista ao South China Morning Post.

A equipe da BKSDA afirmou que está acompanhando de perto os deslocamentos dos animais para tentar guiá-los de volta ao habitat natural. O órgão também orientou os moradores a comunicarem imediatamente qualquer avistamento à polícia ou às autoridades locais para que medidas de segurança sejam tomadas rapidamente.

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