Faltam bem mais de um ano para eleições de 2022, mas nos bastidores a movimentação já é intensa. Nos últimos dias, um dos assuntos mais comentados na política de Mato Grosso, foi a possível candidatura do deputado federal José Medeiros (Podemos) para o senado.
O que se fala é que Medeiros agora teria o apoio do presidente Bolsonaro em sua campanha. Na eleição suplementar, que elegeu Carlos Fávaro (PSD) para a vaga da senadora cassada Selma Arruda, o capitão virou as costas para parlamentar e preferiu investir pesado no projeto da Coronel Fernanda (Patriota). A militar foi a segunda mais votada e Medeiros o quarto.
José Medeiros vai precisar do apoio de Bolsonaro e de uma boa arquitetura política, se quiser voltar para o Senado. A vaga que será aberta é ocupada por Wellington Fagundes (PL). Um dos políticos mais experientes de Mato Grosso, tem uma gama de serviços prestados e base em quase todos os 141 municípios do Estado.
Além de tudo, WF e Medeiros são de Rondonópolis e dividiriam eleitorado local.
Outro fato que pode pesar é a falta de unidade ao redor do deputado federal. Em Mato Grosso, ele vira notícia polemizando embates. O mais recente alvo é o governador Mauro Mendes. Perfil bem diferente de Fagundes, que prioriza o diálogo.
O jogo da política é muito dinâmico, caso Bolsonaro recupere sua imagem até o início de 2022 e finalmente deslanche seu governo, José Medeiros terá um caminho bem menos ardiloso pela frente. É aguardar e observar quanta água vai passar por debaixo dessa ponte.





