Sobre o filme Coringa: Delírio a Dois, Joaquin Phoenix, de 49 anos, ator americano que dá vida ao protagonista do filme, Arthur Fleck, revelou o motivo por trás da escolha de transformar a sequência em um musical. A explicação aconteceu durante uma conversa com jornalistas em que o Splash esteve presente.
Joaquin Phoenix conta que a mudança de gênero do filme foi “um pouco culpa sua”, pois queria dar uma nova cor ao personagem. Para convencer o diretor Todd Philips a fazer uma sequência, ele criou diversas montagens de seu rosto em clássicos, como Yentl (1983), O Bebê de Rosemary, de 1968, e O Poderoso Chefão (1972).
“A piada era tipo: quero ver este personagem em todo clássico americano já feito. Eu entreguei o pôster para o Todd e disse: ‘O que vamos fazer? Me avise, estou disponível'”, contou durante a conversa.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b0f0e84207c948ab8b8777be5a6a4395/internal_photos/bs/2024/z/q/z9yAQaTfidDCeFktl4Hg/befunky-collage-2024-10-03t073221.993.png)
Tanto o ator quanto o diretor analisaram que a música já estava presente desde o primeiro filme. “Já era o estilo dele”, conta Todd, citando algumas cenas do primeiro filme, e complementando: “No segundo filme, é a primeira vez que há amor na vida dele. Pensamos que isso traria à superfície essa música que já estava dentro dele”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b0f0e84207c948ab8b8777be5a6a4395/internal_photos/bs/2024/O/Y/M0T80XQfa4uF60tHElxw/mv5bymzloty2ogutywy2yy00nge0ltg5ymqtnmm2mmyxowi2ymjixkeyxkfqcgdeqxvymtkxnjuynq-.-v1-fmjpg-ux1000-.jpg)
Joaquin cita a história de amor com a personagem de Lady Gaga: “Quando encontra Lee, ele ganha vida e, literalmente, encontra sua voz novamente. […] O processo de conhecer alguém e sentir esse aconchego faz com que ele reflita sobre si mesmo e sobre os seus atos”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b0f0e84207c948ab8b8777be5a6a4395/internal_photos/bs/2024/H/Y/DIDdmcQGayBSh0CExZ1w/coringa-2.png)
O diretor disse anteriormente à revista Variety que não queria chamar o novo filme de “musical”, mas agora esclarece que é sim: “Eu estava evitando enganar as pessoas. Toda vez que vi um musical, eu saí do cinema mais feliz. Não quero que as pessoas achem que vão sair do cinema assoviando as músicas, esse não é um filme que vai fazer você se sentir bem”.
Isso porque, para Todd, o segundo filme de Coringa é um filme sobre corrupção — política, policial e do entretenimento: “O que significa o julgamento de assassinos ser transmitido na TV com comerciais? O que significa o debate presidencial ser vendido como uma luta livre aqui nos Estados Unidos? Se tudo é entretenimento, o que é entretenimento?”.





