Incidentes, protestos e apresentações culturais marcam desfile




O desfile do 7 de Setembro em Rondonópolis foi marcado pela beleza de apresentações culturais, incidentes, homenagens e protestos, principalmente nos momentos finais.

Um dos incidentes envolveu um drone que atingiu um fio de alta de tensão, no cruzamento da avenida Amazonas com a 13 de maio, cerca de 150 metros do palanque das autoridades. Uma criança foi encaminhada ao Pronto Socorro, sem nenhum ferimento grave

O desfile ainda chegou a ser paralisado por um minuto em homenagem ao professor Alessandro da Escola Rosalino, que morreu em um acidente no trânsito quando estava a caminho do desfile.

No entanto, houve protestos; um deles organizado pelo Conselho da Mulher, onde representantes fizeram uma espécie de apresentação teatral mostrando a realidade da violência da mulher. O grupo também desfilou com maquiagem nos rostos como se fossem marcas da violência.

Comunidade LGBT fez protesto no 7 de Setembro.
Foto: César Augusto

Os protestos não pararam por aí. Representantes dos grupos LGBT aproveitaram o 7 de setembro para fazer um alerta ao preconceito e principalmente à violência, cobraram soluções para crimes contra travestis ocorridos nos últimos anos que não foram solucionados.

Estudantes da escola Major Otávio Pitaluga, EMOP,  uma das mais tradicionais de Rondonópolis, tiveram como alvo o governo do Estado e dispararam gritos contra o governador Mauro Mendes. Um grupo cantava um refrão dizendo que Educação não é Prioridade para o governador.

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública de Mato Grosso, também protestaram, cobrando das autoridades mais liberdades de expressão e dizendo “não a censura”.

Mas o ponto algo do desfile não foram os protestos e sim o encerramento feito pela tradicional Igreja Assembleia de Deus, passando mensagens bíblicas e com um verdadeiro show banda da Igreja e da Fanfarra.