O Governo de Mato Grosso investiu, através do Programa REM Mato Grosso (REM MT) – de redução do desmatamento e da degradação florestal -, um total de R$ 1,3 milhão na estruturação da nova sede do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA-MT) do Corpo de Bombeiros, localizada no prédio da antiga Escola Estadual Barão de Melgaço, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá.
Até então, o BEA não tinha um local próprio para desenvolver suas ações de preparação, prevenção e resposta no combate aos incêndios florestais e acidentes envolvendo produtos químicos.
O fortalecimento do BEA é estratégico, principalmente para as Temporadas de Incêndios Florestais (TIFs), cujo planejamento ocorre durante todo o ano e envolve as fases de preparação, resposta e responsabilização. Ter o batalhão estruturado permite uma resposta muito mais eficiente no combate aos incêndios florestais durante o período mais crítico, entre os meses de julho e outubro.
O BEA atua nos três biomas: Pantanal, Cerrado e Amazônia. “Por isso é fundamental que o BEA tenha um local próprio para planejar e operacionalizar essas ações”, destaca Felipe Santana, coordenador do subprograma de Fortalecimento Institucional do REM MT, que viabilizou a verba para o batalhão.
Santana detalha que o REM MT contratou uma empresa no valor de R$ 200 mil para ajudar na reforma do prédio, construído na década de 1970 e que em 2016 foi interditado pela Secretaria de Educação (Seduc-MT), classificado como problema de saúde pública devido à infestação de pombos que entravam pelo telhado danificado pelas recorrentes chuvas.
Os recursos do REM ajudaram na reconstrução desse telhado e também foi usado para consertar a parte elétrica e hidráulica do imóvel. Além disso, mais R$ 50 mil foram aplicados na compra de materiais de construção, como cimento, tijolos e tintas, perfazendo o valor total de R$ 250 mil.
A reforma do prédio também contou com aportes substanciais do Ministério Público Estadual (MPE), Tribunal de Justiça (TJMT), Secretaria de Segurança Pública (SESP) e recursos de Termos de Ajustamento e Conduta (TACs) da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-MT).
Antes dessa estrutura, o BEA funcionava em uma sala do 1° Batalhão do Corpo de Bombeiros, região da Arena Pantanal e seus equipamentos de combate aos incêndios como abafadores, bombas costais e enxadas, ficavam no BM-4, na Alameda Júlio Muller, em Várzea Grande. “Isso trouxe dificuldades administrativas, de organização e de execução das ações para o enfrentamento aos incêndios florestais”, destacou a comandante do BEA, Jusciery Rodrigues Marques, que também é secretária Executiva do Comitê Estadual de Gestão do Fogo.

A comandante do BEA reforça que a base própria, fisicamente estruturada, influencia diretamente na captação de recursos externos e na motivação dos soldados, pois “impacta na melhoria de condições de trabalho e possibilitou acondicionamento da diversa e vasta quantidade de materiais e viaturas que são utilizados no enfrentamento aos incêndios florestais”.
Jusciery acrescenta ainda que parceria com o REM MT “tem sido de grande relevância ao Corpo de Bombeiros Militar”, já que os recursos disponibilizados têm possibilitado ao BEA executar praticamente 100% das atividades planejadas.
Fellipe Santanna reforça que o programa existe justamente para isso: fortalecer os órgãos de fiscalização da Sema no combate aos crimes ambientais, como o desmatamento, as queimadas e a extração e o transporte ilegal de madeiras. Por outro lado, o REM MT também incentiva e estrutura ações de economia sustentável para manter a floresta em pé, dentro das cadeias produtivas do estado que envolvam pequenos agricultores familiares.






