Flávio diz que pediu a Trump para EUA não taxarem empresas brasileiras: ‘Não é justo’

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Reprodução/Instagram @flaviobolsonaro

Flávio diz que pediu a Trump para EUA não taxarem empresas brasileiras: ‘Não é justo’

O pré-candidato à presidência da República esteve nos EUA na última semana, em reunião com o presidente norte-americano

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Após o anúncio de Washington sobre a intenção de estabelecer tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) publicou video em sua conta no X afirmando que pediu “expressamente” para que o governo americano que não taxasse mercadorias do Brasil.

“É um pedido que eu fiz expressamente a eles. Porque eu disse o seguinte: ‘a partir de 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês e vai negociar de igual para igual, porque o nosso agro alimenta o mundo. Não é justo taxar nossas empresas”, disse Flávio, que esteve em reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada.

O senador também criticou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o petista “conseguiu ganhar a desconfiança do governo americano”.

“Eles (governo americano) não confiam no Lula, porque ele sai de lá (EUA) pedindo primeiro para não combater facções criminosas. Os caras já pensam: ‘Pô, mas pera lá, que presidente é esse? Estamos aqui oferecendo uma ajuda, uma cooperação e o presidente do Brasil sai daqui pedindo o contrário para defender bandido? terrorista?’. E pior, sai de lá e vem aqui ‘cantar de galo’, falar mal do Trump no Brasil, vomitar um sentimento antiamericano a todo o momento”, declarou Flávio, que acusou Lula de “menosprezar a maior democracia do mundo”.

Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas.

Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Tarifa não é solução. Precisamos sentar de maneira séria na mesa de negociação,… pic.twitter.com/jvQoU2e26k— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) June 2, 2026

Novo tarifaço

O governo americano anunciou, na madrugada desta terça-feira (2), que estuda aplicar uma tarifa extra de 25% sobre a importação de produtos brasileiros como resposta a práticas comerciais consideradas desleais.

A proposta decorre de uma investigação aberta em julho de 2025 pelo USTR (Representação Comercial dos Estados Unidos, na sigla em inglês), que analisou políticas brasileiras nos setores digital, financeiro, ambiental e de propriedade intelectual.

O órgão americano classificou determinados atos e políticas do Brasil como “irracionais”, sob o argumento de que eles sobrecarregam e restringem o comércio dos EUA. Segundo o documento, o Brasil tem até o dia 15 de julho para adotar medidas corretivas antes da aplicação definitiva das taxas.

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