Exército dos EUA adota mira inteligente de US$ 13 milhões que derruba drones

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Soldado americano usa rifle com mira SMASH 2000L durante exercício em Hohenfels, na Alemanha - Divulgação/Exército dos Estados Unidos

Exército dos EUA adota mira inteligente de US$ 13 milhões que derruba drones

Tecnologia avançada usa inteligência artificial para rastrear e neutralizar ameaças aéreas em combate sem intervenção manual

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O Exército dos Estados Unidos está equipando seus soldados com um novo recurso tecnológico para enfrentar drones inimigos: a mira inteligente SMASH 2000L.

Desenvolvida pela empresa israelense Smart Shooter Ltd., a inovação utiliza câmeras, sensores e inteligência artificial para detectar, rastrear e disparar automaticamente contra alvos aéreos hostis.

Diferentemente de miras convencionais, o sistema controla o gatilho da arma, liberando o disparo somente quando a precisão para acertar o drone é garantida. Assim, o soldado pode focar na operação sem a necessidade de atuar manualmente no momento do disparo.

Em maio deste ano, a fabricante recebeu um contrato de US$ 13 milhões (cerca de R$ 72 milhões) para fornecer as miras para as tropas americanas dentro do programa Transformation In Contact (TIC 2.0), que visa acelerar a entrega de tecnologias inovadoras para o campo de batalha.

A mira SMASH pesa cerca de 1,13 kg e pode ser acoplada facilmente a rifles padrão das Forças Armadas, como o M4A1. Antes da adoção pelos EUA, a tecnologia já havia sido utilizada por parceiros da OTAN e testada em zonas de conflito.

O uso de drones tem se tornado uma ameaça constante em guerras modernas. No conflito na Ucrânia, por exemplo, ambas as partes utilizam drones baratos para espionagem e ataques explosivos. Em Israel, quadrimotores controlados por grupos terroristas já foram registrados invadindo posições militares.

Até então, derrubar drones exigia sistemas grandes e complexos, mas o SMASH oferece uma solução portátil e eficiente, permitindo que um único soldado neutralize essas ameaças aéreas sem apoio externo.

O avanço reforça a capacidade dos militares americanos de responder rapidamente a ataques de drones, que são ágeis, silenciosos e potencialmente letais, dificultando a defesa com equipamentos tradicionais.

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