Os Estados Unidos apreenderam nesta quinta-feira (15) mais um petroleiro ligado à Venezuela no mar do Caribe, revelou a agência de notícias Reuters.
Dois oficiais dos EUA falaram à Reuters, sob condição de anonimato, que a apreensão ocorreu no Caribe, mas não identificaram a embarcação. O jornal norte-americano “The Wall Street Journal” afirmou que tropas dos EUA embarcaram no petroleiro.
Esta é a sexta apreensão de petroleiros ligados à Venezuela feita pelo governo Trump, em meio a um “bloqueio total” imposto ao petróleo venezuelano e à tutela do governo de Caracas e do petróleo do país pela Casa Branca após a deposição do ditador Nicolás Maduro.
O governo Trump acusa a Venezuela de utilizar uma “frota fantasma” de petroleiros para burlar sanções impostas pelo governo americano à indústria petrolífera de Caracas, e o presidente dos EUA impôs em dezembro um bloqueio total ao país.
O governo dos EUA não se pronunciou de forma oficial sobre a apreensão desta quinta-feira até a última atualização desta reportagem.
A nova apreensão ocorre horas antes de um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e a opositora venezuelana María Corina Machado, marcado para as 14h, no horário de Brasília, na Casa Branca.
Investida dos EUA contra petroleiros
A apreensão mais recente pelos EUA de um petroleiro ligado à Venezuela ocorreu na última sexta-feira (9) no Caribe, perto de Trinidad e Tobago.
“Mais uma vez, nossas forças conjuntas interagências enviaram uma mensagem clara esta manhã: ‘não há refúgio seguro para criminosos’. A Operação Southern Spear do Departamento de Guerra mantém-se firme em sua missão de defender nossa pátria, pondo fim às atividades ilícitas e restaurando a segurança no Hemisfério Ocidental”, diz o post que traz também um vídeo (veja abaixo).
O navio, identificado como Olina, navegava falsamente sob a bandeira de Timor-Leste, segundo a base de dados pública de navegação Equasis. Ele estava sancionado pelos EUA desde janeiro do ano passado, quando ainda se chamava Minerva M.
Uma fonte do setor marítimo afirmou à agência de notícias Reuters que o petroleiro havia deixado a Venezuela na semana passada, totalmente carregado com petróleo, logo após os EUA prenderem o presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, e estava retornando ao país, também totalmente carregado.
“O rastreador AIS (de localização) da embarcação esteve ativo pela última vez há 52 dias na ZEE venezuelana, a nordeste de Curaçao. A apreensão ocorre após uma longa perseguição a navios-tanque ligados a carregamentos de petróleo venezuelano sujeitos a sanções na região”, afirma a empresa britânica de gestão de riscos marítimos Vanguard.
Na quarta-feira (7), ocorreram duas apreensões de petroleiros no mesmo dia:
- a do Marinera (antigo Bella 1), ligado à Venezuela e que navega sob bandeira russa
- a do M/T Sophia, ligado à Venezuela, de bandeira panamenha
Após as apreensões, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio de petroleiros venezuelanos “continua em vigor em todo o mundo”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs em dezembro um “bloqueio total” às embarcações. Duas delas foram interceptadas em 2025.





