Há exatos três, o mundo se despedia Avicii, o DJ sueco que fez história na música eletrônica. Segundo o jornal britânico Mirror, o artista, que se suicidou aos 28 anos, passou os seus últimos dias de vida enfrentando muita dor e tomando cerca de 20 comprimidos por dia.
Depois de fazer 813 shows em oito anos, o astro exausto disse ao seu time: “Eu já disse, tipo, eu vou morrer. Já disse isso muitas vezes. E então eu não quero ouvir que devo pensar em fazer outro show. ”
Ele lutava contra as pressões da fama, que o levaram a ter ansiedade e fazer abuso do álcool. As constantes turnês e a vida na estrada rapidamente começaram a afetar o artista, que sofria de terríveis problemas de saúde que o deixaram em agonia e hospitalizado.
“No começo eu tinha muito medo de beber antes dos shows, porque tinha medo de estragar tudo, mas percebi que estava muito tenso, então comecei a beber alguns drinques antes de continuar. Eu vi outros DJs bebendo, que faziam isso há 10 anos em todos os shows”, disse ele em seu documentário.

Foi durante sua turnê pela Austrália que os primeiros sinais sérios de que algo estava muito errado se tornaram aparentes. Avicii estava em um vôo quando começou a sentir dores agonizantes no estômago e foi levado às pressas para o hospital quando pousou. Ele foi diagnosticado com pancreatite e disse que não estava bem o suficiente para um bom desempenho.
“Eu acordava todos os dias e sentia dores. Era constante e tudo estava confuso e eu não sabia por quanto tempo conseguiria continuar assim”, explicou o artista na época.
“Eu estava com muitas dores, mas tudo que recebi foi um remédio e disseram ‘tome isso e você vai se sentir melhor’. Era como a heroína, mas também não estava ajudando na dor, mas presumi que os médicos sabiam o que estavam fazendo. Ter pancreatite não era o problema, era a dor que fica com você depois. No começo foi um mês e depois quatro meses. Eu estava tomando 20 comprimidos por dia, mas eles sempre me diziam que não era viciante. Eu ainda estava ansioso e então comecei a fazer turnê novamente”, relembrou o artista no documentário.
Após isso, ele resolveu se aposentar, mas mesmo depois de um ano sem se apresentar, o artista deu sinais que estava se sentindo melhor até que a trágica notícia de seu suicidio abalou o mundo.





