Pegou mal a fala do presidente Jair Bolsonaro, durante visita a Cuiabá na manhã desta quinta-feira (19). Como já de costume, Messias não é de assumir qualquer tipo de culpa do governo federal. Para tirar o corpo fora da alta da gasolina e do gás de cozinha culpou os estados pela taxação do ICMS.
Mas como já é praxe, Bolsonaro esqueceu de estudar os números e suas competências, antes de sair atirando. Ocorre que o ICMS citado é o mesmo há 10 anos em Mato Grosso.
Nos bastidores a situação não foi bem digerida dentro do governo de Mato Grosso. Não demorou para a assessoria de comunicação do Estado entrar em cena e enviar uma nota mostrando que a fala do presidente não tem pé e nem cabeça.
“A alta nos preços sentida pelos consumidores, no caso dos combustíveis, se deve à política de preços praticada pela Petrobras, que faz com que os valores do litro dos combustíveis sofram reajustes de acordo com a variação cambial. A gasolina e o diesel, por exemplo, acumularam altas nas refinarias de 51% e 40%, respectivamente. Já o etanol, o ICMS é o mais baixo do Brasil, de 12,5% a alíquota”.
“Com relação ao gás de cozinha, a alta se dá em função da margem de lucro praticada pelas empresas, que saltou de R$ 31,47 para R$ 38,37 desde fevereiro de 2021”.
Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso, no acumulado do ano, a gasolina da Petrobras (refinarias) subiu cerca de 50%.
Durante o governo Bolsonaro o gás de cozinha ficou 66% mais caro.





