Drogas e direção: quais os riscos dessa combinação?

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Vanessa Chabatura

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Drogas e direção: quais os riscos dessa combinação?

Substâncias ilícitas e medicamentos controlados afetam reflexos, julgamento e aumentam o risco de acidentes graves

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Dirigir exige atenção plena, reflexos rápidos e capacidade de tomar decisões seguras em poucos segundos. Quando o volante é compartilhado com o uso de substâncias psicoativas, sejam elas ilícitas ou medicamentos controlados, o risco se multiplica, colocando em perigo não apenas a vida do motorista, mas também a de passageiros, pedestres e outros condutores.

No Brasil, a combinação de drogas e direção é responsável por uma parte significativa dos acidentes de trânsito, um cenário que preocupa autoridades e especialistas em segurança viária.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir sob efeito de substâncias psicoativas é infração gravíssima, passível de multa elevada, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e até mesmo prisão em situações específicas. A legislação não faz distinção entre drogas ilícitas, como cocaína e maconha, e medicamentos legalizados que afetam a capacidade psicomotora, como ansiolíticos, antidepressivos e relaxantes musculares.

Efeitos das drogas na direção

O impacto das drogas no organismo interfere diretamente em funções indispensáveis para uma condução segura. Substâncias estimulantes, como cocaína e anfetaminas, podem gerar uma falsa sensação de confiança, agressividade e desatenção, aumentando o risco de ultrapassagens perigosas e excesso de velocidade. 

Já drogas depressoras, como álcool, maconha e tranquilizantes, reduzem os reflexos, prejudicam a coordenação motora e afetam o tempo de reação, fatores determinantes para evitar colisões e manobras arriscadas.

Além disso, o uso de entorpecentes pode causar sonolência, visão turva, perda de noção espacial e dificuldade de concentração, elementos que tornam a direção altamente perigosa. Sendo assim, motoristas sob efeito de substâncias psicoativas apresentam maior propensão a se envolver em acidentes graves, muitas vezes com consequências fatais.

Leis e fiscalização

Para tentar frear esse tipo de comportamento, a legislação brasileira determina tolerância zero para a combinação de drogas e direção. Qualquer quantidade de substância psicoativa detectada no organismo do motorista configura infração. A fiscalização é feita por meio de abordagens policiais, testes de alcoolemia (bafômetro) e exames toxicológicos em situações específicas, especialmente para motoristas profissionais.

Desde 2016, o exame toxicológico é exigido para obtenção e renovação da CNH nas categorias C, D e E, além de ser obrigatório periodicamente para condutores dessas categorias, mesmo que não atuem profissionalmente. A medida busca garantir que motoristas de veículos de carga e transporte coletivo estejam em condições seguras para exercer suas atividades.

Prevenção e controle

O uso de drogas antes ou durante a condução de veículos representa um risco grave à segurança no trânsito, com potencial para provocar tragédias. A legislação brasileira avança para coibir essa prática, com regras rígidas e fiscalização constante, especialmente no transporte profissional. 

Nesse contexto, é fundamental compreender o papel do exame toxicológico e seu valor para realização, já que ele se tornou uma ferramenta importante na prevenção e no controle desse tipo de risco. No entanto, a conscientização continua sendo o caminho mais eficiente para reduzir o número de acidentes relacionados a substâncias psicoativas. Evitar a mistura de direção e drogas vai além de uma questão legal, mas sobretudo um compromisso com a vida e o bem-estar coletivo.

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