Do campo à cidade, as sementes do agro sustentável que transformam vidas

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Marilda Joziane da Silva Maciak

Distribuição do projeto “Soja é Vida”. - Aprosoja/Divulgação

Do campo à cidade, as sementes do agro sustentável que transformam vidas

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Mato Grosso carrega o título de maior produtor de soja do Brasil, mas seu protagonismo vai muito além dos grãos. Nos bastidores da rotina rural, iniciativas sustentáveis da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) estão semeando impactos que florescem nas cidades em forma de nutrição, cultura, esporte, preservação ambiental e saúde pública. O agro, aqui é ponte entre o campo e a vida urbana.

Agrosolidário: alimento, cultura e esporte que nutrem a cidade

Desde 2009, o Programa Agrosolidário leva mais do que bebida de soja às escolas, hospitais e lares de idosos: leva dignidade e cuidado. Com mais de 10 mil beneficiados por mês, o projeto amplia o acesso à nutrição saudável nas cidades.

Distribuição do projeto “Soja é Vida”. – Aprosoja/Divulgação

E vai além da alimentação. O “Soja é Cultura” incentiva manifestações artísticas locais, enquanto o “Soja é Esporte” fortalece práticas esportivas comunitárias. A soja colhida no interior mato-grossense se transforma em bem-estar para crianças, jovens e idosos nos centros urbanos.

Soja Plus: gestão sustentável que abastece com responsabilidade

Criado em 2011 em parceria com a Abiove e o Senar-MT, o Soja Plus capacita produtores rurais com ferramentas de gestão que equilibram produtividade e responsabilidade ambiental.

Mais de mil propriedades já foram atendidas, resultando em alimentos com menor impacto ambiental e maior eficiência. O reflexo chega às cidades nos produtos de qualidade, preços acessíveis e no abastecimento contínuo.

Técnico do Soja Plus em visita a propriedade em Campo Novo dos Parecis (MT). – Foto: Aprosoja/Arquivo

Instituto Ação Verde: preservar o campo para respirar melhor na cidade

Fundado em 2007, o Instituto Ação Verde mostra que cuidar da natureza no campo é garantir qualidade de vida urbana.

O Projeto Verde Rio tem uma meta ambiciosa: recuperar 100% das matas ciliares dos principais rios do estado, como por exemplo o Rio Cuiabá, que são essenciais para o fornecimento de água potável e o equilíbrio climático em centros urbanos como Cuiabá e Rondonópolis.

Já o projeto Guardião das Águas atua na preservação e recuperação das nascentes dos rios de Mato Grosso, oferecendo suporte técnico e ações de conscientização aos produtores rurais. Por meio de cartilhas educativas, folders informativos e campanhas publicitárias, o projeto mobiliza seus associados para proteger os recursos hídricos que abastecem as cidades.

Complementando essas ações, o Núcleo de Carbono realiza o monitoramento das emissões de gases de efeito estufa e promove compensações ambientais em propriedades rurais. São milhares de hectares preservados, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade do ar nas cidades e para uma convivência mais harmônica entre produção agrícola e sustentabilidade urbana.

Recuperação da nascente de rio – Foto: Aprosoja/Arquivo

Logística reversa: o campo que recicla para proteger a cidade

Mato Grosso é referência nacional na coleta e reciclagem de embalagens de defensivos agrícolas.
Essa liderança é fruto da união entre legislação ambiental, conscientização dos produtores e uma rede eficiente de postos de recolhimento.
Menos resíduos tóxicos descartados de forma incorreta significa menos contaminação do solo e da água e mais saúde para quem vive nas cidades.

Inpev/ Central de reciclagem de embalagens de defensivos agrícolas. – Foto: Aprosoja

O elo invisível entre o campo e a cidade

O agro sustentável não é apenas uma ideia, é uma prática que cruza estradas, pontes e fronteiras invisíveis, conectando o campo à cidade.
A Aprosoja mostra que o futuro do agronegócio está entrelaçado ao futuro urbano. É uma via de mão dupla, onde produtores e consumidores compartilham o mesmo propósito: cultivar um mundo mais justo, saudável e sustentável.

Fonte: https://siteapi.aprosoja.com.br/storage/arquivos/2/180124104332.pdf

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