Defensores vão à Ordem do Dia, projeto de doações de terrenos pode não passar na Câmara

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Defensores e vice-prefeito eleito participaram da reunião de Ordem do Dia

Defensores vão à Ordem do Dia, projeto de doações de terrenos pode não passar na Câmara

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O polêmico projeto que oficializa a doação de áreas para 17 entidades no futuro Centro Político Administrativo (CPA), no Parque de Poderes, não deve ser aprovado na votação prevista para a sessão de amanhã na Câmara de Vereadores.

Na tarde de hoje, um grupo de representantes da Defensoria Pública do Estado esteve na Câmara e participou da Ordem do Dia, reunião preliminar que define os projetos que serão ou não votados na sessão ordinária. O grupo se manifestou contrário à votação do projeto neste momento. A reclamação inicial é que a Defensoria, apesar de contemplada com uma área, não foi consultada, principalmente em relação à metragem destinada.

O defensor público Ricardo Morari Pereira explicou que, atualmente, devido a limitações físicas, os atendimentos estão divididos em dois núcleos – classificados como civil e criminal – que, juntos, ocupam uma área superior a 6 mil m². Essa estrutura abriga uma equipe de 15 defensores públicos que gerenciam mais de 80 colaboradores, entre assessores, estagiários e equipe administrativa. Além disso, segundo dados do sistema de gerenciamento da Defensoria Pública, em apenas três semestres de operações, cerca de 90 mil atendimentos foram realizados somente em Rondonópolis.

Defensores públicos Juliano Botelho de Araújo, Ricardo Morari Pereira e Melissa Rodrigues Gonçalves Vicentim

Seguindo a mesma linha, o defensor público Juliano Botelho de Araújo destacou a necessidade urgente de ampliação dos atendimentos, o que exige a expansão da estrutura física e humana da instituição. Na ocasião, ele apresentou o projeto já finalizado da nova sede, com capacidade para acomodar 20 defensores públicos em uma área de 10.000 m². De acordo com ele, a Defensoria ocupa um papel relevante na sociedade e, infelizmente, apesar de diversas tentativas de aproximação, o atual prefeito não se dispôs a receber os membros da instituição nem respondeu aos inúmeros convites para visitar a sede.

Já a defensora pública Melissa Rodrigues Gonçalves Vicentim defendeu que, nos moldes do projeto atual, a Defensoria está excluída do Novo CPA, o que representaria, segundo ela, uma grande perda para a sociedade que busca voluntariamente os serviços da instituição. “Reconhecemos a importância do Novo CPA e nos alegramos com os esforços públicos para concentrar, em um único espaço, a prestação de serviços essenciais à população de Rondonópolis. Todavia, nos termos do projeto atual, uma das instituições que mais atende a população carente ficará de fora, e quem perde com isso é toda a sociedade rondonopolitana”, afirmou.

O presidente da Câmara, vereador Angelo Bernardino de Mendonça Junior, o Junior Mendonça (PT), esclareceu que o terreno destinado à Defensoria não será incluído na pauta e que a mensagem pode, inclusive, ser integralmente retirada.

O vereador Gerson Moreira (MDB) sugeriu que o projeto fosse retirado da pauta e deixado para ser avaliado na próxima gestão.

O vice-prefeito eleito, Altemar Lopes (Podemos), participou da Ordem do Dia e expressou preocupação com a forma como o projeto chegou ao Legislativo, no apagar das luzes da atual gestão.

Um levantamento realizado pelo Primeira Hora indica que a proposta não deve prosperar, pois a bancada de sustentação do prefeito não conta com os 14 votos necessários para avançar.

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