De acordo com os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na manhã desta sexta-feira (8), referente ao Censo demográfica de 2022, cerca de 8,1% da população brasileira vive em favelas e comunidades urbanas, isto é, 16,4 milhões de pessoas vivendo em condições precárias em cerca de 12.348 favelas distribuídas em 656 municípios. A maior favela brasileira é a da Rocinha (RJ), com mais de 72 mil habitantes.
Em Mato Grosso, segundo o IBGE, existem cerca de 58 favelas, 47 delas estão localizadas em Cuiabá, 6 em Várzea Grande, 3 em Rondonópolis, 1 em Sinop e 1 em Cáceres. Dos cerca de 81.895 moradores que vivem em favelas em Mato Grosso, 72.415 estão em Cuiabá, em cerca de 28.159 domicílios. Já Várzea Grande tem cerca de 8.237 moradores em aglomerados subnormais em 3.142 domicílios. Já Rondonópolis tem cerca de 488 pessoas na mesma situação, em cerca de 177 domicílios. Já a capital do Nortão, Sinop, tem 610 moradores em 1 local considerado favela. Cáceres tem 145 pessoas também em uma favela.
Entre os critérios utilizados pelo IBGE para reconhecer um território como favela estão: a existência de domicílios com graus diferenciados de insegurança jurídica da posse, a ausência ou oferta incompleta e/ou precária de serviços públicos (iluminação, água, esgoto, coleta de lixo, etc), predomínio de edificações, arruamento e infraestrutura geralmente feitos pela própria comunidade, seguindo parâmetros diferentes daqueles definidos pelos órgãos públicos.Por fim, a localização em áreas com restrição à ocupação (como áreas de rodovias, ferrovias, linhas de transmissão e áreas protegidas ou de risco) também é um parâmetro utilizado pelo IBGE.





