Iniciar o dia de trabalho com a verificação de relatórios de voo, atualizar-se sobre possíveis necessidades de manutenção em equipamentos e fazer a inspeção de aeronaves é parte da rotina da mecânica de aeronaves Sargento Serzedello Vilaça, do 6° esquadrão de transporte aéreo de Brasília.
Paulista de Rio Claro, onde, quando criança, costumava visitar as exposições de aviões com a família, ela é uma das mulheres que compõem a equipe da Força Aérea Brasileira.
O encantamento pela área veio com um presente de um tio, o livro “Os Meus Balões”, de Santos Dumont. O curso técnico direcionado à eletricidade em instrumentos foi realizado na escola especialista em aeronáutica de Guaratinguetá (SP), por dois anos”.
“Na sequência, mudou-se para o Distrito Federal. Para ela, dedicação é a palavra-chave quando se pretende ingressar nas Forças Armadas: “Estudem bastante, leiam sobre o curso e sobre a formação, pois o resultado é muito gratificante”.
Mesmo com o prazer em trabalhar, as possíveis mudanças de estado e viagens podem parecer um empecilho para que as mulheres sejam militares, principalmente quando têm filhos. No entanto, pode tornar-se também demonstração de apoio e superação. A Major Ana Cristina Joras, do Centro de Comunicação Social do Exército, adjunta da seção de mídias sociais, precisou ter coragem para deixar o Rio de Janeiro.
Com o tempo, a adaptação ao trabalho e a construção da nova vida foram naturais. “Sou uma pessoa muito feliz, minha vida fora do quartel é normal, como de qualquer outra pessoa. Tenho uma filha e consigo conciliar muito bem as atividades dela com as minhas daqui”, conta.
Para Ana Cristina, colaborar em atividades de pacificação no Rio de Janeiro foi um dos momentos mais marcantes em serviço ao País. “Primeiro você não acredita na realidade que tem ali e você vê o Exército levando paz, segurança para as pessoas. Aquele arrepio, aquele orgulho, realmente isso é muito gratificante”, recorda.
O serviço próximo às necessidades dos cidadãos também é motivo de inspiração para a Capitão-Tenente Ellen Vieira, encarregada da divisão de Mídias Sociais da Marinha.
“O trabalho das agências fluviais, protegendo a população, é bastante relevante. Servir a essa força, que cuida da nossa gente, que protege as nossas riquezas, é motivo de muito orgulho para mim”, afirma”.
“Ellen aconselha outras mulheres a se permitirem uma vivência nas Forças Armadas: “Me deparar com esse sentimento, com essa profissão, me transformou. A carreira militar é uma experiência de vida”.
Ingresso feminino
Embora o alistamento no Serviço Militar seja obrigatório apenas para os homens, as mulheres têm a opção de servir como militares de carreira ou temporárias.
Para aquelas que desejam entrar de forma definitiva, é preciso prestar concurso público. Outra opção é participar dos processos de seleção para trabalho temporário de oficiais e sargentos.





