Como obter licença para pilotar drones no Brasil? confira o passo a passo atualizado

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Como obter licença para pilotar drones no Brasil? confira o passo a passo atualizado

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Os drones deixaram de ser apenas brinquedos tecnológicos para se tornarem ferramentas indispensáveis em diferentes áreas. Hoje eles são usados em fotografia aérea, inspeções industriais, agricultura de precisão e até na segurança pública. Esse crescimento trouxe também a necessidade de regulamentação, já que o espaço aéreo é controlado e exige regras claras para evitar acidentes e garantir a segurança de todos. Para quem deseja usar drones de forma profissional, ou mesmo recreativa dentro da legalidade, é essencial entender como funciona o processo para obter a licença de piloto de drones no Brasil.

A seguir, você vai encontrar um passo a passo atualizado para se regularizar junto aos órgãos responsáveis, conhecer as exigências legais e entender quais autorizações são necessárias para voar em diferentes contextos.

Por que é necessário ter licença para pilotar drones no Brasil

O uso de drones é regulado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Cada órgão tem um papel específico:

  • A ANAC é responsável por definir as regras de certificação, cadastro e habilitação de pilotos.
  • O DECEA controla o espaço aéreo e concede autorizações de voo.
  • A ANATEL regula o uso de frequências de rádio, exigindo homologação dos equipamentos.

Ter uma licença não significa apenas cumprir a lei. Ela é também uma forma de valorizar o trabalho de quem atua profissionalmente com drones e transmitir segurança para clientes e parceiros. Além disso, evita multas e a apreensão do equipamento em caso de fiscalizações.

Regras gerais para pilotar drones no Brasil

Antes de falar sobre a licença em si, é importante conhecer algumas regras básicas válidas para todos os pilotos:

  • Drones com peso acima de 250g precisam ser cadastrados no SISANT (Sistema de Aeronaves Não Tripuladas) da ANAC.
  • Voos acima de 120 metros só podem ser realizados com autorização especial.
  • É proibido sobrevoar áreas com grande concentração de pessoas sem permissão específica.
  • É obrigatório manter o drone dentro do campo de visão do piloto durante o voo.
  • Para voar em áreas urbanas, é preciso respeitar distâncias mínimas de segurança em relação a pessoas e construções.

Essas regras são aplicadas tanto para uso recreativo quanto profissional, mas quem pretende trabalhar com drones deve cumprir exigências adicionais, como a obtenção de licença.

Passo a passo para obter licença de piloto de drones no Brasil

O processo pode parecer burocrático à primeira vista, mas seguindo cada etapa é possível se regularizar de forma prática.

1. Cadastro na ANAC

O primeiro passo é registrar o drone no sistema da ANAC. Para drones de até 25 kg, o cadastro pode ser feito online no SISANT, sem custos. Modelos acima desse peso exigem um processo mais detalhado de certificação.

2. Homologação na ANATEL

Como os drones utilizam radiofrequências para operar, é necessário que o equipamento esteja homologado pela ANATEL. Muitos modelos já chegam ao Brasil com homologação automática, mas vale conferir no site da agência se o modelo está regularizado.

3. Solicitação de acesso ao DECEA

Para voar legalmente em áreas específicas, é preciso usar o sistema SARPAS NG, plataforma online do DECEA onde se solicitam autorizações de voo. O cadastro é gratuito, mas a liberação depende da região e das características do voo.

4. Obtenção do Certificado de Piloto de RPA (Remote Pilot Aircraft)

Quem deseja trabalhar com drones de forma profissional deve obter a habilitação de piloto remoto junto à ANAC. Esse processo envolve:

  • Realizar um curso de formação em escola homologada.
  • Passar por prova teórica aplicada pela ANAC.
  • Cumprir requisitos de idade mínima (18 anos).
  • Comprovar conhecimento em regras de tráfego aéreo, meteorologia, navegação e operação de RPAs.

5. Respeito às regras complementares

Mesmo após conseguir a licença, o piloto deve seguir exigências adicionais, como manter seguro RETA (Responsabilidade Civil do Explorador ou Transportador Aéreo) para drones de uso comercial e respeitar todas as normas de segurança em cada voo.

Quanto custa para tirar a licença de piloto de drones

Os custos variam de acordo com o objetivo do piloto. Para voos recreativos com drones de até 25 kg, o processo é gratuito, bastando cadastrar o equipamento. Já quem busca atuar profissionalmente deve considerar:

  • Curso de formação: varia entre R$ 2.000 e R$ 5.000, dependendo da escola.
  • Taxas de prova e certificação: em média R$ 300 a R$ 500.
  • Seguro RETA: valor variável conforme o tipo de operação.

Ou seja, a regularização para uso profissional envolve investimento, mas abre portas para atuar em áreas de grande crescimento no mercado brasileiro.

Dicas para quem está começando

Muitos iniciantes encontram dificuldades em meio à burocracia. Uma recomendação é buscar informações em portais especializados, como o site Drones Profissional, que reúne análises de equipamentos, tutoriais e comparativos úteis para quem deseja escolher o drone certo e entender como funciona a regulamentação no país.

Outro ponto importante é sempre manter-se atualizado. As regras para o uso de drones no Brasil são relativamente novas e sofrem ajustes frequentes, acompanhando o avanço da tecnologia e o aumento do número de pilotos.

Principais erros que devem ser evitados

Quem deseja voar dentro da legalidade deve ficar atento para não cometer falhas comuns:

  • Comprar drones não homologados pela ANATEL.
  • Voar em áreas proibidas, como aeroportos, rodovias e aglomerações.
  • Não solicitar autorização de voo no SARPAS NG.
  • Usar drones com peso acima de 25 kg sem o devido licenciamento.
  • Ignorar a necessidade de seguro para operações comerciais.

Evitar esses erros não só protege o piloto contra penalidades, como também garante maior credibilidade no mercado de drones.

O futuro da regulamentação de drones no Brasil

A tendência é que o Brasil avance para regras cada vez mais específicas, já que o uso de drones deve crescer em setores como entregas urbanas, fiscalização ambiental e filmagens aéreas. Com isso, a obtenção de licença tende a se tornar ainda mais importante para quem deseja se destacar profissionalmente.

Estudos apontam que o país pode ter mais de 1 milhão de drones em operação nos próximos anos, reforçando a necessidade de que pilotos estejam devidamente capacitados e regularizados.

Obter a licença para pilotar drones no Brasil é um processo que exige atenção e responsabilidade, mas garante segurança e profissionalismo ao operador. O passo a passo envolve cadastro na ANAC, homologação na ANATEL, autorizações no DECEA e, para uso profissional, a certificação de piloto remoto.

Mais do que evitar multas, estar regularizado abre espaço para explorar as inúmeras oportunidades do mercado de drones, desde trabalhos audiovisuais até operações em setores estratégicos da economia. Para se manter atualizado e tomar decisões mais conscientes, vale acompanhar portais especializados, como o site Drones Profissional, que reúne conteúdos úteis para quem quer entrar nesse universo com segurança e informação de qualidade.

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