O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), e outros 64 prefeitos de Mato Grosso poderão, caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita no Congresso Nacional e prevê o fim da reeleição avance, permanecer até dez anos no poder.
O motivo é que o texto em discussão no Congresso estabelece, além do fim da reeleição (a partir de 2028 para prefeitos e de 2030 para governadores), a unificação das eleições a partir de 2034. Dessa forma, Cláudio Ferreira poderia disputar a última reeleição permitida em 2028 e, caso seja eleito, ter seu mandato prorrogado até 2034, para alinhar o calendário eleitoral.
É importante destacar que, para isso, ele precisaria disputar e vencer a eleição de 2028. Se isso acontecer, Cláudio será o prefeito com o mandato duplo mais longo da história de Rondonópolis. Atualmente, o recorde pertence a José Carlos do Pátio, que comandou a cidade por oito anos consecutivos, de 2017 a 2024.

Percival Muniz também teve um mandato duplo, mas por um período menor: seis anos, entre 1998 e 2004. Tanto Pátio quanto Percival somam três mandatos como prefeito, mas em situações diferentes. Percival assumiu o cargo pela primeira vez em 1998, após a renúncia de Alberto Carvalho, que governou a cidade nos dois primeiros anos do mandato. Ele foi reeleito em 2000 e voltou a ser eleito em 2012.
Pátio, por sua vez, teve seu primeiro mandato interrompido por uma cassação da Justiça Eleitoral. Ele foi eleito em 2008, tomou posse em 2009, mas foi cassado em 2012, no último ano do mandato. Somando todos os períodos, Pátio governou Rondonópolis por 11 anos e 5 meses, enquanto Percival ficou à frente da cidade por 10 anos.

Pátio é o único que foi eleito três vezs, Percival em seu primeiro mandato foi eleito vice e não prefeito.
Carlos Bezerra, que teve dois mandatos como prefeito, governou por seis anos. No primeiro mandato, que teria duração de seis anos, ele renunciou após quatro anos para assumir o governo do Estado. Nessa ocasião, o vice-prefeito Fausto Farias assumiu a prefeitura entre 1986 e 1988. No segundo mandato, iniciado em 1993, Bezerra também renunciou no segundo ano de gestão para disputar o Senado em 1994. Rogério Salles, seu vice, assumiu o cargo e ficou no comando da cidade de 1994 a 1996.






