Com menos lojas e mais carros, Peugeot ‘corre atrás do prejuízo’

com menos lojas e mais carros, peugeot 'corre atrás do prejuízo'

Em 2008, ano de lançamento do 207 por aqui, a Peugeot foi a sétima marca que mais emplacou veículos no país, com 3,09% de participação do mercado. Após 7 anos, algumas estratégias equivocadas e participação perdida, a Peugeot tenta se transformar para recuperar uma pequena parte do terreno.
Hoje, as vendas da Peugeot representam 1% do nosso mercado, e a marca é apenas a 12ª que mais emplaca veículos no pais no acumulado de 2015, de acordo com a associação das concessionárias, a Fenabrave.
Para mudar a situação, Peugeot irá apostar em uma estratégia global do grupo PSA, também formado pela Citroën e DS. Enquanto a DS será a marca mais sofisticada do conglomerado, a Citroën irá se posicionar como marca de entrada. Consequentemente, sobrou para a marca do leão a fatia do meio, com produtos em segmentos de entrada, mas com certa sofisticação.
Exemplos disso são o SUV 2008 e o hatch 208, que acaba de ganhar linha 2016 com mais equipamentos. A ideia da Peugeot é oferecer estes modelos com equipamentos que transmitem sofisticação de modelos mais caros, como airbags laterais e de cortina, ar-condicionado digital de duas zonas já em versões intermediárias.
No geral, a Peugeot quer dobrar a participação até o final do ano, usando o primeiro trimestre como base. Para isso acontecer, os executivos estimam um crescimento de 30% nas vendas do 208, que chegaria a 1,3 mil carros mensalmente, superando o “primo”, Citroën C3.
Novo Peugeot 308 SW (Foto: Divulgação)
Mais produtos
Outros produtos também virão. Um deles é a nova geração do 308, já vendida na Europa, e confirmada para o Brasil ainda em 2014, durante o Salão do Automóvel. Entretanto, o hatch médio deve conviver com uma versão reestilizada do atual 308, que será apresentada no Salão de Buenos Aires, na próxima semana junto com o 408, também redesenhado.
Quem não foi confirmado é o esportivo 208 GTI, modelo que tem sob o capô o conhecido motor 1.6 THP de 173 cv, quando flex. “Estamos estudando as possibilidades para o modelo. O 2008 já possui esta configuração, então é perfeitamente possível”, disse Battaglia.
Rede otimizada
Um passo importante para que a Peugeot seja vista como uma marca “premium” é a reestruturação da rede de concessionárias. A marca resolveu fechar alguns pontos de venda e mudar o direcionamento das lojas, para atender melhor a este novo tipo de cliente, mais exigente.
Das 140 concessionárias de antes, o número caiu para 118, e deve chegar a 120 até o final do ano. “Modificamos desde o visual das lojas até o plano de revisão, para que o cliente possa se sentir mais bem atendido. Se ele quiser uma revisão mais básica, terá. Se quiser algo mais completo, também sairá satisfeito”, afirmou Miguel Figari, diretor geral da Peugeot do Brasil.