O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), confirmou que irá encerrar as atividades da Autarquia do Transporte Coletivo e entregar a gestão do sistema de transporte público à iniciativa privada. A declaração foi dada durante a semana , em entrevista à TV Centro América. Segundo o prefeito, o projeto de criação da autarquia foi um fracasso.
Cláudio Ferreira informou que pretende firmar um contrato robusto com a iniciativa privada para garantir um transporte público de qualidade. Ele também reafirmou o objetivo de implementar uma tarifa de R$ 1. Esse assunto foi muito debatido durante a campanha e o prefeito tem dito, que isso não é promessa de campanha e sim compromisso.
O prefeito ainda não informou os prazos para a implantação da tarifa e nem como deve ser.
Ferreira destacou que o modelo atual é caro, com um custo superior a R$ 4 milhões, e que os serviços oferecidos são precários. “Encontramos apenas oito ônibus em condições de rodar e outros 28 operando precariamente. Além disso, 22 estão abandonados e sucateados. Tentaram resolver o problema, mas a iniciativa acabou sendo pior que o próprio problema”, afirmou.

O prefeito criticou duramente a gestão da autarquia, dizendo que o dinheiro público foi desperdiçado. “Nós vamos parar, vamos cessar com isso. A prefeitura não pode montar empresa, essa não é sua função, nem do estado. Vamos fechar e passar para quem entende do assunto”, completou.
A autarquia começou a operar em julho de 2022, após a prefeitura assumir a gestão dos ônibus municipais sob a justificativa de que empresas do setor não demonstraram interesse em firmar contratos com o município. O transporte público de Rondonópolis enfrenta dificuldades desde o final da gestão de Percival Muniz e ao longo dos seis anos do governo de Zé Carlos do Pátio, marcados por tentativas frustradas de licitação.





