Cinco motivos que provam que a Copa FMF é um torneio obscuro

Caso o Cuiabá vença a Copa Verde o União pode ficar com vaga na Copa do Brasil

Jogos obscuros, com times obscuros, essa pode ser uma das definições da edição deste ano da Copa Federação de Futebol, competição que não está atraindo torcedores e também não está motivando os clubes.

Para provar que a Copa FMF virou uma competição desinteressante, o Primeira Hora apresentou cinco provas que tornam a disputa deste ano da copinha uma disputa obscura.

Jogos em Cts

Jogo entre Cuiabá e Operário realizado no CT do clube da capital

Na edição deste ano, devido principalmente as limitações de uso da Arena Pantanal, principal e único estádio, disponível da capital, os clubes de Cuiabá e Várzea Grande resolveram mandar alguns jogos em Centro de Treinamentos (CTs) e com isso muitos jogos foram feitos com portões fechados e sem presença do torcedor.

Jogos em horários fora do convencional

Devido a uma série de fatores, que vão deste o clima seco ou a falta de condições para receber jogos noturnos em algumas praças esportivas, este ano foi possível a realização de jogos em horários que não são comum no futebol como jogos, por exemplo, às 8h30 da manhã.

Público abaixo da média

jogo entre Mixto e Cuiabá com Arena vazia

O torcedor também, pelo menos nesta primeira fase, não demonstrou aquela motivação, muito pelo contrário, os jogos em estádios com portões abertos tiveram públicos baixíssimos. Para se ter um exemplo, o jogo entre Operário e o Araguaia, realizado na Arena Pantanal, teve um público de 16 torcedores, isso mesmo 16 pessoas pegaram o ingresso para ver esse jogo.

O União que tradicionalmente leva milhares de torcedores não conseguia levar um público nem perto do passado. O jogo contra o Luverdense, por exemplo, levou 92 pessoas ao Luthero.

Competição com estádios com problemas

Arena Pantanal teve limitações de jogos por causa do gramado Foto: Divulgação

As duas principais praças esportivas de Mato Grosso , o estádio Luthero Lopes e a Arena Pantanal, tiveram problemas para a realização de jogos. A Arena limitou o uso para clubes da capital, em razão da disputa da Série B, pelo Cuiabá e o Luthero esteve com problemas de iluminação e emissão de laudos.

Prejuízos aos clubes

Sem público e sem estádio, muitos clubes tiveram prejuízos nos jogos da competição. Apenas para se ter uma ideia da situação,  o jogo realizado entre União e Luverdense, no estádio Luthero Lopes, gerou um prejuízo R$2,641,44. O alívio, pelo menos ao campeão da competição, é a garantia de vaga na edição do ano que vem da Copa do Brasil, o que garante ao clube ao menos R$ 500 mil.