Candidatas da coligação ‘Unir para Crescer’ pedem apoio para aumentar representação das mulheres na política

A representatividade das mulheres é sempre um fator preocupante nas eleições, pois a história tem demonstrado que mesmo os partidos cumprindo a cota de 30% de mulheres candidatas, muitas não conseguem conquistar uma cadeira na Câmara Municipal. E em Rondonópolis, essa realidade não é diferente, pois nas últimas gestões o espaço foi predominantemente masculino, mesmo o município contando com 56% de eleitoras.

E esse debate foi levantado no encontro de candidatas da Coligação ‘Unir para Crescer’, que tem como candidato majoritário a prefeito, Thiago Muniz (DEM). Para as candidatas é preciso fortalecer o discurso que ‘Mulher vota em Mulher’, para desconstruir o mito criado ao longo dos anos de ‘que a mulher não tem competência’.

Para a professora e candidata a vereadora Marildes Ferreira (PSB), a escassez de mulheres na política é um problema nacional que precisa ser combatido. É necessário pensar na representatividade da mulher, pois elas já estão ocupando vários espaços que é de direito, mas ainda tem pouca participação na política.

“Hoje em Rondonópolis 56% do eleitorado são de mulheres, então não existe mais o mito de que mulher não vota em mulher. E, onde existir, teremos que derrubar. Mulher vota em mulher sim, pois a mulher é parceira, profissional, esposa e política. Então precisamos unir as nossas forças”, destacou Marildes.

Reforçando o mesmo posicionamento, a presidente do DEM Mulher, Edilene dos Santos, que também é candidata a vereadora, lembrou que toda mulher tem um olhar diferenciado. Isso porque, ela ocupa diversos cargos no mercado de trabalho e ainda é responsável pela administração familiar, tendo assim condições de conhecer mais plenamente questões como a economia, educação e saúde. Além disso, há problemas sociais, como o feminicídio, que precisam ser combatidos por quem é diretamente afetado.

“A mulher tem que votar na mulher e encampar as mesmas lutas. Mato Grosso é campeão nacional em feminicídio e toda essa violência doméstica é social, pois não há um acolhimento da sociedade. Penso que a mulher, com seu olhar diferenciado, pode fazer a diferença na superação de questões como esta”, pontuou.

A coligação Unir para Crescer conta com 38 candidatas representando os partidos que integram a coligação – MDB, PDT, PSB, PSC e Democratas