Campanha da Babbel conscientiza sobre a violência contra a mulher

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Campanha da Babbel conscientiza sobre a violência contra a mulher

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A violência contra a mulher ainda preocupa, no Brasil e em em outros países. Durante o isolamento social, os casos só aumentaram. Segundo a ONU Mulher, divulgados em setembro, houve 30% mais de denúncias na França e 33% em Singapura, por exemplo.

Embora o lar represente um porto seguro, para muitas mulheres, é em casa que elas se sentem menos seguras. Diante dessas situações, alguns países adotaram medidas para ajudá-las a pedir socorro. No entanto, as ações ainda são pequenas e não resolvem o problema de fato.

Pensando na responsabilidade que a linguagem tem de construir as relações, a Babbel, empresa pioneira no ensino de idiomas, está fazendo uma campanha para conscientizar sobre a violência verbal. De acordo com os idealizadores da iniciativa, na maior parte das vezes, as agressões começam por meio de palavras e depois tomam a forma de violência física.

Muitas mulheres, por exemplo, ouvem diariamente palavras e expressões que as ferem. Porém, por ser uma comunicação naturalizada na sociedade, elas não se dão conta do impacto que isso pode vir a ter no futuro. Além de ser algo que destrói a auto estima agora, a violência verbal tem o potencial de se tornar ainda pior.

O que é a violência verbal contra a mulher?

Existem diversas frases e expressões que já se tornaram comuns, mas que se analisadas representam machismo. Por exemplo:

● você não vai sair comigo vestida assim;
● você é minha e de mais ninguém;
● não presta nem para limpar a casa;
● mulher tem que se dar ao respeito;
● se você me deixar, eu me mato (te mato).

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Novos projetos de lei para conter a violência contra a mulher

No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou, no dia 10 de dezembro, um conjunto de medidas para evitar a violência contra a mulher. O Projeto de Lei 1369/19, por exemplo, trata da criminalização do “stalking”, ou seja, prática de perseguir a vítima de forma obsessiva.

Segundo o texto, a pena para quem praticar esse crime seria de até quatro anos e multa. Há ainda a previsão de agravantes, caso o stalking for cometido com uso de arma ou em outras situações específicas. Outro Projeto de Lei (PL 5091/20) prevê tornar crime a violência institucional que prejudica o atendimento à vítima. A medida é uma resposta para a conduta de agentes públicos durante o julgamento do empresário André Aranha, acusado de estuprar Mariana Ferrer.

Os projetos agora seguem para a aprovação do Senado. Caso sejam aprovados, os textos serão mais uma iniciativa para conter a onda de violência doméstica a que muitas mulheres estão submetidas. Espera-se que esses casos permaneçam de vez no passado.

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