Brasil atinge 58 milhões de fãs de basquete e consolida crescimento no esporte

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Brasil atinge 58 milhões de fãs de basquete e consolida crescimento no esporte

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O número de praticantes ativos de basquete no Brasil quadruplicou no período pós-pandemia, saltando de 2% para 8% da população, um movimento que consolida a ascensão do esporte para além de um nicho.

Este crescimento, que se soma a uma base de 58 milhões de fãs, segundo a Kantar Ibope Media, não é um fenômeno isolado, mas o resultado de uma década de investimentos coordenados em infraestrutura, desenvolvimento de talentos e estratégias de engajamento que estão transformando a paisagem esportiva nacional.

A narrativa da popularização é sustentada por dados robustos. A base de fãs da NBA, por exemplo, cresceu 45% em apenas dois anos, de 31 milhões em 2019 para 45 milhões em 2021, com 45% desse público sendo feminino, conforme aponta o Ibope Repucom.

Esse movimento já se reflete em uma rede de 27 lojas oficiais da NBA no país, sinalizando uma mudança no perfil do consumidor de esportes, que se mostra mais jovem, diverso e globalizado.

A estratégia coordenada por trás do crescimento

A ascensão do basquete é fruto de um esforço sinérgico entre três pilares institucionais. O primeiro é a National Basketball Association (NBA), que implementou uma robusta estratégia de mercado com programas de formação como o NBA Basketball School (mais de 150 unidades) e projetos de reforma de quadras públicas como o NBA Station.

Paralelamente, a Liga Nacional de Basquete (LNB) fortaleceu o produto local, o Novo Basquete Brasil (NBB), com um bem-sucedido modelo multiplataforma de transmissão que ampliou drasticamente sua visibilidade.

O terceiro pilar é a aposta estratégica da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) na modalidade 3×3, injetando quase R$ 12 milhões no ciclo olímpico de LA 2028 para massificar o esporte através de um formato mais acessível e urbano.

A infraestrutura física que acompanha o interesse

O aumento do interesse pelo esporte encontra suporte em um movimento prático de revitalização de quadras. A melhoria da infraestrutura de base é impulsionada por uma colaboração entre a iniciativa privada e o poder público.

Projetos de marcas como o Bud Vibes, da Budweiser, e o NBA Station atuam na reforma de espaços icônicos, como quadras no Aterro do Flamengo (RJ) e no Parque Villa-Lobos (SP).

Essas ações são complementadas por iniciativas municipais, como em Gramado (RS) e Vinhedo (SP), que constroem e renovam quadras, garantindo que a nova geração de jogadores tenha onde praticar.

A escolha do equipamento certo para cada quadra

A expansão da infraestrutura, especialmente de quadras públicas de concreto, torna a escolha do equipamento uma decisão técnica crucial. A escolha das bolas de basquete indoor e outdoor impacta diretamente o desempenho, a durabilidade e a segurança do atleta. Para as quadras externas e de superfícies ásperas, o material mais indicado é a borracha de alta durabilidade.

Bolas desse tipo são projetadas para resistir à abrasão, oferecendo um custo-benefício superior para a maioria dos praticantes que utilizam esses novos espaços. Já para ambientes internos com pisos de madeira ou polidos, as bolas de couro sintético ou composto oferecem maior aderência e controle, sendo a escolha ideal para treinos em ginásios.

O desenvolvimento de atletas como prova de sucesso

O sucesso do ecossistema se materializa na produção consistente de talentos. O Brasil mantém um pipeline funcional com atletas em todos os níveis. Na elite da NBA, nomes como Gui Santos (Golden State Warriors) e João “Mãozinha” Pereira (Memphis Grizzlies) representam o país.

No degrau abaixo, jovens promissores como Gabriel Ferreira já frequentam acampamentos internacionais da NBA. A base é fortalecida pela Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB), principal celeiro de talentos do país, que revela atletas como o pivô Kauan Raymundo (Corinthians), preparando a futura geração do NBB.

Um ecossistema esportivo sustentável e de longo prazo

A ascensão do basquete no Brasil demonstra ser um projeto sustentável. A combinação de estratégias de longo prazo, como a “Missão LA 2028” da CBB, com a expansão da infraestrutura e o acesso facilitado a equipamentos adequados, solidifica o esporte como uma força cultural e de mercado.

O crescimento não é apenas numérico, mas estrutural, garantindo que a paixão pelas quadras continue a se converter em prática esportiva efetiva por todo o país.

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