Considerado por especialistas e usuários como um dos trechos mais perigosos das rodovias federais que cortam o Sudeste de Mato Grosso, o segmento da BR-364 na região da Serra da Petrovina voltou ao centro do debate. O superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso, Arthur Nogueira, reconheceu a necessidade de duplicação da via, diante do alto risco de acidentes e do intenso fluxo de veículos pesados.
O trecho é conhecido como Serra da Morte, devido ao alto índice de acidentes registrados nos últimos anos.

Em declaração ao site cuiabano Rdnews, o dirigente destacou que a Serra da Petrovina é um percurso crítico, com elevado volume de tráfego e condições que potencializam ocorrências graves. Segundo ele, a preocupação da PRF se concentra especialmente no trecho que liga a divisa de Goiás, em Santa Rita do Araguaia, até Rondonópolis, rota estratégica para o escoamento da produção.
“Temos uma preocupação muito grande com a BR-364, na Serra da Petrovina. É um trecho bastante sensível, com movimentação intensa de caminhões, o que torna a duplicação necessária”, afirmou Nogueira. A avaliação reforça o entendimento de que intervenções estruturais são fundamentais para reduzir acidentes e garantir maior segurança viária.
Atualmente, o contrato original de concessão da BR-163, firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Rota do Oeste, não contempla a duplicação da BR-364 na Serra da Petrovina. O acordo prevê obras na Rodovia dos Imigrantes (BR-070), em Cuiabá e Várzea Grande, além do trecho norte da BR-163, entre Diamantino e Sinop.
Mesmo assim, os resultados das duplicações já executadas na BR-163 são apresentados como referência. De acordo com dados da Nova Rota do Oeste, em 2024 foram entregues os primeiros 100 quilômetros de pista nova, e em 2025 mais 130 quilômetros, totalizando 230 quilômetros duplicados. No trecho entre Diamantino e Nova Mutum, a concessionária aponta redução de 95% nos acidentes com mortes após a conclusão das obras.
Além disso, em julho de 2025, foram anunciados novos pacotes de investimentos na BR-163, incluindo duplicações adicionais, ampliação do segmento entre Várzea Grande e Jangada, construção de uma área de escape na Serra de São Vicente e implantação de conectividade ao longo dos 850 quilômetros sob concessão.
Para a PRF, os números reforçam que a duplicação é um caminho eficaz para salvar vidas — argumento que fortalece a pressão por investimentos semelhantes na BR-364, especialmente no trecho da Serra da Petrovina, considerado hoje um dos principais gargalos de segurança viária em Mato Grosso.





