Um asteroide do tamanho de um ônibus, chamado 2025 QV5, passará próximo à Terra nesta quarta-feira (3), a cerca de 805 mil quilômetros de distância — aproximadamente o dobro da distância entre a Terra e a Lua.
Descoberto em 24 de agosto, o asteroide tem 11 metros de diâmetro e viaja a mais de 22.400 km/h, segundo o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos.
A rocha espacial não representa risco de colisão com a Terra e, mesmo se entrasse em rota de impacto, grande parte dela se desintegraria na atmosfera, de acordo com a agência espacial.
Única aproximação em 100 anos
O 2025 QV5 orbita o Sol a cada 359,4 dias, movendo-se entre as órbitas da Terra e de Vênus. Segundo a Nasa, a trajetória da rocha a torna pouco propensa a colidir com nosso planeta.
Ele voltará a se aproximar da Terra em 2026 e 2027, mas a distâncias maiores, de 5,3 milhões e 15,9 milhões de quilômetros, respectivamente. A próxima passagem tão próxima quanto a desta quarta, no entanto, só ocorrerá em 4 de setembro de 2125, a cerca de 1,3 milhão de quilômetros, segundo cálculos do JPL.
A Nasa está monitorando o asteroide com o telescópio de radar Goldstone, na Califórnia, para coletar mais dados sobre trajetória e composição. Cientistas alertam que interações gravitacionais com outros corpos celestes podem alterar a órbita da rocha ao longo do tempo, mas, por enquanto, não há risco iminente.
Segundo asteroide
Outro asteroide, o 2025 QD8, também passará perto da Terra nesta quarta. A distância será de apenas 218 mil quilômetros — 57% da distância entre a Terra e a Lua. A aproximação deve ocorrer às 11h56 no horário de Brasília, segundo o site especializado Space.
Com diâmetro estimado entre 17 e 38 metros, semelhante ao tamanho de um avião, ele viaja a cerca de 46.870 km/h. Apesar da proximidade, também não há risco de colisão, segundo o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) da Nasa.
Ambos os asteroides são classificados como Objetos Próximos à Terra (NEOs), mas nenhum é considerado “potencialmente perigoso” pela Nasa, critério que exige diâmetro superior a 140 metros e passagem a menos de 48 milhões de quilômetros.
A agência espacial norte-americana diz em comunicado que monitora milhares de NEOs e que a probabilidade de um impacto catastrófico nos próximos 100 anos é extremamente baixa.





