‘Minha Primeira Arma’: projeto prioriza baixa renda e morador de área violenta

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Edilson Rodrigues/Agência Senado/Ilustrativa

‘Minha Primeira Arma’: projeto prioriza baixa renda e morador de área violenta

Comissão da Câmara aprova política nacional para facilitar acesso à primeira arma; proposta segue para novas etapas antes de virar lei

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou, em menos de 10 minutos, um projeto voltado ao acesso à primeira arma de fogo. A análise ocorreu de forma simbólica, sem registro individual de votos.

A proposta é de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS) e teve relatoria do deputado Luciano Zucco (PL-RS), responsável por apresentar um substitutivo. A versão inicial criava o “Programa Minha Primeira Arma”.

Na justificativa, Pollon afirmou que a medida busca “democratizar a legítima defesa”, sob o argumento de que a alta carga tributária transforma a posse de armas em um “privilégio da elite econômica”.

O texto original previa isenção de tributos federais na compra da primeira arma, linhas de crédito em bancos públicos, subsídios parciais ou integrais e criação de um comitê gestor.

Zucco apontou problemas jurídicos na proposta. Segundo o relator, havia invasão de competência do Poder Executivo ao prever criação de órgão e geração de despesas sem indicação de recursos no Orçamento.

Para permitir o andamento da matéria, ele apresentou nova redação.

O que prevê a nova versão

O texto aprovado cria a “Política Nacional de Acesso à Primeira Arma de Fogo”. Em vez de benefícios automáticos, a proposta estabelece diretrizes para futuros incentivos fiscais e linhas de financiamento, a serem regulamentados depois.

  • Para participar, o interessado precisa:
  • Ser brasileiro nato ou naturalizado;
  • Ter idade mínima prevista em lei;
  • Estar regular com a Receita Federal;
  • Possuir autorização válida da Polícia Federal ou do Exército;
  • Não ter registro anterior de arma de fogo.

A proposta define prioridade para alguns grupos:

  • Vítimas de violência doméstica com medida protetiva;
  • Vítimas de atentado contra a vida ou integridade física;
  • Moradores de zonas rurais ou áreas consideradas violentas;
  • Pessoas com renda familiar de até cinco salários mínimos.

Tramitação e votação

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda passará pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa de aprovação na Câmara e no Senado.

Durante a sessão, presidida pelo deputado Alberto Fraga (PL-DF), houve comentário sobre o nome da proposta. “Eu ia propor [o nome] ‘Minha Arma, Minha Vida’. É melhor do que ‘Programa Minha Primeira Arma’”.

Após o anúncio da matéria na pauta, Rodrigo da Zaeli (PL-MT) e Sanderson (PL-RS) discutiram o tema. Em seguida, Fraga colocou o texto em votação simbólica. Toda a análise no colegiado durou menos de dez minutos.

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