O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o governo irá investir R$ 1,4 milhão no Instituto Butantan para a produção de vacinas e a ampliação de infraestrutura. O anúncio ocorreu durante visita do petista ao centro de pesquisa nesta segunda-feira (9). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros membros do governo também estiverem presentes.
Em seu discurso, Lula aproveitou para elogiar a capacidade da pesquisa brasileira, ao mencionar o desenvolvimento do imunizante contra a dengue. O presidente também ressaltou que o país possui capacidade de produzir o imunizante para outros países, como da América Latina e África.
“Por que nós não acreditamos em nós? Por que, muitas vezes, a gente consegue viver com o complexo de vira-lata que a elite brasileira viveu durante todo o tempo de colonização? Por que a gente não pensa grande como somos grandes?”, questionou.
Ainda em sua fala, o chefe do Executivo mencionou a importância dos investimentos em pesquisa, assim como do esforço de toda a sociedade na conscientização realizada por meio de campanhas de vacinação para a proteção de doenças.
“É isso que eu estou fazendo aqui. Então, eu venho para dizer para vocês que, enquanto eu tiver a possibilidade de ajudar, não faltará dinheiro para pesquisa, nem no Butantan e nem em outro instituto de pesquisa deste país”, completou Lula.
Relação com Trump
Durante o evento, Lula também falou sobre a visita à Casa Branca, prevista para março, citando qual seria a “briga do Brasil” com os Estados Unidos. Na fala, foram mencionadas as ameaças militares de seu par norte-americano, Donald Trump, a outros países, e que, do lado de Brasília, os conflitos seriam resolvidos pela conversa.
“Sabe, se o Trump conhecesse, o que é a sanguinidade de Lampião no presidente, ele não ficaria provocando a gente. Ele não ficaria provocando a gente […]. Não adianta ficar falando na televisão, eu tenho o maior navio de guerra, eu tenho o maior submarino do mundo, eu tenho um avião, um navio que é 100 vezes mais importante do que o da sua. Eu não quero briga com ele, eu sou doido? Vai que eu brigue e eu ganho o que é que eu vou fazer?”, brincou.
Segundo o presidente, o país busca reforçar o diálogo nas relações internacionais. “A briga do Brasil é a briga da construção da narrativa, nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo. Nós precisamos provar, no debate político, que foi o multilateralismo, depois da Segunda Guerra Mundial, que criou uma harmonia entre os Estados e que permitiu que a gente vivesse em paz até agora, pelos menos em uma parte do mundo”, declarou.





