IBGE: após novas exonerações, crise no instituto amplia críticas à gestão de Pochmann

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Gestão de Marcio Pochmann à frente do IBGE é alvo de críticas devido ao desligamento de servidores - Marcelo Camargo/Agência Brasil

IBGE: após novas exonerações, crise no instituto amplia críticas à gestão de Pochmann

Sindicato de servidores da instituição cobrou adoção de medidas de forma mais ‘cuidadosa’ e com atenção a trabalhos em andamento

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Em meio à crise no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais uma funcionária foi exonerada da gestão do presidente Marcio Pochmann.

Rebeca de Pallis era coordenadora de Contas Nacionais e estava diretamente envolvida com a revisão de metodologias de cálculo, criação de bancos de dados e atualização de bases históricas. A saída dela ocorreu às vésperas da divulgação do PIB (Produto Interno Bruto), revisado pelo instituto.

Além de Rebeca, a servidora Ana Raquel Gomes, que trabalhava como gerente de Sistematização de Conteúdos Informacionais, foi exonerada em janeiro.

Por meio de nota, o ASSIBGE (Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística) informou que a decisão deveria ter ocorrido de forma mais “cuidadosa”, com prioridade para a continuidade dos programas de trabalho e a preservação institucional.

O sindicato acrescentou que “a exoneração abrupta ocorreu em meio a projetos críticos em andamento, nos quais a coordenadora tinha papel operacional direto”.

R7 entrou em contato com o IBGE para pedir posicionamento sobre as exonerações e aguarda resposta.

Entenda o caso

A crise interna no instituto se estende há um tempo. No ano passado, a suspensão das atividades da IBGE+ (Fundação de Apoio à Inovação Científica e Tecnológica do instituto) — voltada ao desenvolvimento da instituição e à ampliação das fontes de recursos —, gerou embate com os servidores.

A exoneração de Ana Raquel Gomes também levou a críticas à atual gestão do IBGE. Entre as mencionadas pelo ASSIBGE estão: falta de respeito e de diálogo institucional; inexistência de processos de transição adequados; e desvalorização do acúmulo técnico-histórico da instituição em favor de ações com caráter predominantemente midiático.

Com a situação, representantes do sindicato se reuniram com a Secretaria-Geral da Presidência da República para debater os impactos na produção de dados oficiais e os desafios enfrentados pelos trabalhadores do instituto.

“A assessoria do ministro Guilherme Boulos ouviu atentamente as informações, recepcionou a documentação sobre os fatos relatados e solicitou mais conteúdo para aprofundar as questões”, destacou o sindicato.

O coletivo de trabalhadores pontuou, ainda, que “a ausência de fundamentação e de um plano de transição, em um contexto marcado por sucessivas exonerações, acende um sinal de alerta e fragiliza equipes sobrecarregadas pela escassez de pessoal”.

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