F-14: por que o Irã é o único país do mundo que ainda mantém os caças de ‘Top Gun’

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Irã planejava aumentar a frota de caças F-14 para 150 - Nasa

F-14: por que o Irã é o único país do mundo que ainda mantém os caças de ‘Top Gun’

País do Oriente Médio comprou aeronaves do governo dos Estados Unidos na década de 1970

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O Irã é o único país no mundo que segue operando o caça F-14 Tomcat. A aeronave, a mais cara e complexa de sua época e que foi anteriormente utilizada em porta-aviões americanos, ganhou destaque no filme “Top Gun”, lançado em 1986 no Brasil.

Nos últimos anos, o Irã vem tentando manter a sua frota de F-14, caracterizada por ser bimotor de asa de geometria variável.

Sob o poder das forças americanas, o caça, atualmente aposentado pelo Pentágono, tinha como principal função proteger grupos de ataque de porta-aviões contra bombardeios.

A produção do caça pela Grumman Corporation foi interrompida em 1991, quando o último f-14 foi entregue.

Durante a década de 1970, os EUA venderam 79 aeronaves desse tipo ao Irã, até então considerado um aliado de extrema importância. O país do Oriente Médio planejava elevar a sua frota para 150.

Os planos, no entanto, não seguiram após a Revolução Iraniana. O movimento levou ao poder o aiatolá Ruhollah Khomeini, resultando na aplicação de embargos de armas por parte do governo americano.

Desde então, o Irã, que enfrenta embargo dos Estados Unidos, chegou a desmantelar aeronaves de suas demais frotas para manter o bom funcionamento dos F-14. Não se sabe quantos estão em plena capacidade atualmente.

Eles já foram utilizados para patrulhas de defesa aérea e proteção de infraestrutura vital, sendo importantes para a interceptação aérea.

As aeronaves também já participaram de combates nas últimas décadas. Na Guerra Irã-Iraque, durante os anos 1980, apenas algumas Tomcats estavam em condições de voo. Por conta do embargo americano, havia escassez de peças para seu radar AN/AWG-9.

Por causa disso e da sensibilidade de seu radar, os F-14 raramente eram usados ​​em um papel ofensivo, sendo mais frequentemente utilizados como mini AWACS (sistema de vigilância aérea e controle aerotransportado) para detectar aeronaves iraquianas.

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