EUA apreendem mais um petroleiro ligado à Venezuela no Caribe, diz agência

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EUA mostram navio da Guarda Costeira emparelhando com petroleiro Marinera durante operação de apreensão no Oceano Atlântico Norte em 7 de janeiro de 2026. — Foto: Divulgação/Guarda Costeira dos EUA

EUA apreendem mais um petroleiro ligado à Venezuela no Caribe, diz agência

A ação foi revelada pela agência Reuters. Este é o 6º petroleiro apreendido pelo governo Trump em meio a um bloqueio imposto ao petróleo venezuelano.

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Os Estados Unidos apreenderam nesta quinta-feira (15) mais um petroleiro ligado à Venezuela no mar do Caribe, revelou a agência de notícias Reuters.

Dois oficiais dos EUA falaram à Reuters, sob condição de anonimato, que a apreensão ocorreu no Caribe, mas não identificaram a embarcação. O jornal norte-americano “The Wall Street Journal” afirmou que tropas dos EUA embarcaram no petroleiro.

Esta é a sexta apreensão de petroleiros ligados à Venezuela feita pelo governo Trump, em meio a um “bloqueio total” imposto ao petróleo venezuelano e à tutela do governo de Caracas e do petróleo do país pela Casa Branca após a deposição do ditador Nicolás Maduro.

O governo Trump acusa a Venezuela de utilizar uma “frota fantasma” de petroleiros para burlar sanções impostas pelo governo americano à indústria petrolífera de Caracas, e o presidente dos EUA impôs em dezembro um bloqueio total ao país.

O governo dos EUA não se pronunciou de forma oficial sobre a apreensão desta quinta-feira até a última atualização desta reportagem.

A nova apreensão ocorre horas antes de um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e a opositora venezuelana María Corina Machado, marcado para as 14h, no horário de Brasília, na Casa Branca.

Investida dos EUA contra petroleiros

A apreensão mais recente pelos EUA de um petroleiro ligado à Venezuela ocorreu na última sexta-feira (9) no Caribe, perto de Trinidad e Tobago.

“Mais uma vez, nossas forças conjuntas interagências enviaram uma mensagem clara esta manhã: ‘não há refúgio seguro para criminosos’. A Operação Southern Spear do Departamento de Guerra mantém-se firme em sua missão de defender nossa pátria, pondo fim às atividades ilícitas e restaurando a segurança no Hemisfério Ocidental”, diz o post que traz também um vídeo (veja abaixo).

O navio, identificado como Olina, navegava falsamente sob a bandeira de Timor-Leste, segundo a base de dados pública de navegação Equasis. Ele estava sancionado pelos EUA desde janeiro do ano passado, quando ainda se chamava Minerva M.

Uma fonte do setor marítimo afirmou à agência de notícias Reuters que o petroleiro havia deixado a Venezuela na semana passada, totalmente carregado com petróleo, logo após os EUA prenderem o presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, e estava retornando ao país, também totalmente carregado.

“O rastreador AIS (de localização) da embarcação esteve ativo pela última vez há 52 dias na ZEE venezuelana, a nordeste de Curaçao. A apreensão ocorre após uma longa perseguição a navios-tanque ligados a carregamentos de petróleo venezuelano sujeitos a sanções na região”, afirma a empresa britânica de gestão de riscos marítimos Vanguard.

Na quarta-feira (7), ocorreram duas apreensões de petroleiros no mesmo dia:

  • a do Marinera (antigo Bella 1), ligado à Venezuela e que navega sob bandeira russa
  • a do M/T Sophia, ligado à Venezuela, de bandeira panamenha

Após as apreensões, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio de petroleiros venezuelanos “continua em vigor em todo o mundo”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs em dezembro um “bloqueio total” às embarcações. Duas delas foram interceptadas em 2025.

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