Tap on Phone: transforme seu celular em maquininha sem custo 

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Mike Alves

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Tap on Phone: transforme seu celular em maquininha sem custo 

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As maquininhas de cartão estão com os dias contados. Não, não estou exagerando.

Uma tecnologia que já funciona nos Estados Unidos e Europa está finalmente chegando com força no Brasil: o Tap on Phone. A promessa é simples: transformar seu celular em uma maquininha completa, sem precisar comprar ou alugar nada.

Imagine não carregar mais aquele aparelhinho extra na bolsa. Não precisar se preocupar se está carregado, se tem sinal, se o Bluetooth conectou. Seu próprio smartphone vira o terminal de pagamento.

Para quem vende na rua, faz delivery, ou trabalha como autônomo, isso muda tudo. Zero custo de entrada. Zero aluguel mensal. Só você e seu celular. E se você ainda usa maquininha tradicional, vale a pena entender como escolher a melhor opção antes de fazer a transição.

Vou te mostrar exatamente como funciona o Tap on Phone e quais são as melhores opções disponíveis hoje no Brasil.

O que é Tap on Phone e como funciona essa tecnologia?

O Tap on Phone usa a mesma tecnologia NFC que já existe no seu celular para pagamento por aproximação. A diferença? Agora seu celular não é mais quem paga – ele recebe o pagamento.

Na prática: você baixa um app, o cliente encosta o cartão na parte de trás do seu celular, e pronto. A venda foi aprovada.

A primeira pergunta que todo mundo faz: “Mas isso é seguro?”

Sim. Os dados do cartão nunca ficam salvos no seu celular. Tudo é criptografado no momento da transação, do mesmo jeito que funciona nas maquininhas tradicionais.

E para valores altos que precisam de senha? O app embaralha os números na tela do celular. O cliente digita direto no vidro do seu telefone. Simples assim.

Por que você deveria considerar usar o Tap on Phone

Economia real: Uma maquininha básica custa entre R$ 200-400, ou você paga aluguel mensal. Com Tap on Phone? R$ 0,00. Você já tem o celular.

Praticidade: Sou personal trainer e carrego uma maquininha na mochila junto com as planilhas dos alunos. Agora posso cobrar direto do celular que já está no meu bolso. Uma coisa a menos para carregar, carregar (bateria), e se preocupar.

Velocidade: Smartphones modernos processam transações mais rápido que maquininhas baratas. Seu cliente não fica esperando aquela tela de “Processando…” por 15 segundos.

Imagem: Pode parecer bobo, mas tem peso. Quando você cobra no celular em vez de uma maquininha velha arranhada, parece mais moderno. Detalhes importam.

As melhores opções de Tap on Phone no mercado 

O Brasil é um dos mercados mais maduros do mundo em fintechs, e diversas empresas já oferecem soluções robustas de Tap on Phone. Analisamos abaixo as quatro principais opções, considerando taxas, facilidade de uso e compatibilidade.

1. InfinitePay (InfiniteTap)

O que me ganhou: as taxas de parcelamento são menores que a concorrência. Se você vende parcelado, é onde você vai economizar mais.

O app funciona bem tanto no Android quanto no iPhone. Dinheiro cai na hora ou em 1 dia útil.

2. Ton (Tapton)

O Ton caprichou no suporte ao cliente – realmente respondem rápido. O app é intuitivo, não tem segredo. Fazem promoções agressivas de taxa para quem está começando.

Dica: antes de criar sua conta, procure cupons de desconto Ton – eles costuma liberar bons descontos para novos usuários.

Vale se: você já está no ecossistema Stone/Ton ou se suporte rápido é prioridade para você.

3. Nubank (NuTap)

Só funciona para PJ, mas se você tem CNPJ e conta no Nubank, é perfeito. O dinheiro cai direto na sua conta, sem intermediário. Interface limpa como tudo que o Nubank faz.

A grande vantagem: transparência total nas taxas. Nada de surpresa no extrato.

4. Mercado Pago (Point Tap)

Se você já vende no Mercado Livre ou usa as maquininhas Point, essa é a escolha óbvia. O saldo das vendas pode ser usado na hora para pagar boletos ou comprar coisas na plataforma.

Sistema muito estável. Raramente dá problema.

Como começar (leva 10 minutos)

Primeiro: seu celular tem NFC? Se ele foi comprado nos últimos 3-4 anos e não é o mais básico da linha, provavelmente tem.

Vai em Configurações e procura por “NFC” ou “Pagamento por aproximação”.

Tem? Beleza. Agora:

1. Escolhe uma das empresas acima e baixa o app 

2. Cria uma conta de vendedor (vão pedir documento e selfie – é lei, todas pedem) 

3. Procura no app algo como “Vender com celular” ou “Tap to Pay”

4. Na primeira vez, vai instalar uns plugins de segurança. É normal.

Para vender: digita o valor, escolhe débito ou crédito (e parcelas), pede pro cliente encostar o cartão. Se for valor alto (acima de R$ 200 geralmente), aparece o teclado na tela para ele digitar a senha.

Pronto.Seu celular virou uma maquininha.

O que você precisa saber (ninguém fala disso)

Bateria vai embora: Usar NFC e deixar a tela ligada o dia todo come bateria. Se você vende muito na rua, anda com um power bank. Não tem jeito.

Cliente desconfia: Principalmente gente mais velha. Vão estranhar entregar o cartão para você encostar no seu celular pessoal. Explica que é seguro, certificado pelas bandeiras. Alguns vão continuar preferindo a maquininha física. Faz parte. 

Capa do celular atrapalha: Se sua capa é muito grossa ou tem metal, pode bloquear o NFC. Testa antes de usar com cliente. Às vezes tem que tirar a capa na hora da venda. 

Posição da antena varia: No meu Samsung é no topo atrás. No iPhone é no meio. Você vai descobrir a posição exata do seu na tentativa e erro.

O futuro dos pagamentos: O fim das maquininhas tradicionais?

A chegada do Tap to Pay no iPhone foi o divisor de águas que faltava para a tecnologia se consolidar globalmente e no Brasil.

Até pouco tempo, a funcionalidade era restrita ao Android, deixando uma parcela significativa do mercado de fora. Com a entrada da Apple, a padronização da tecnologia é inevitável.

Para o futuro próximo, espera-se uma integração ainda maior com softwares de gestão (ERPs). Imagine um garçom que, além de tirar o pedido no tablet ou celular, já recebe o pagamento no mesmo dispositivo, fechando a mesa instantaneamente.

A tendência é que o hardware dedicado (a maquininha física) se torne um item de nicho, restrito a grandes varejistas com alto volume de fluxo, enquanto o pequeno e médio comércio migrará massivamente para o software no celular.

Conclusão: A hora de testar é agora

Para mim, a pergunta é: por que você pagaria R$ 30-50/mês de aluguel de maquininha se pode usar de graça o celular que já está no seu bolso?

Claro que não é perfeito. A bateria incomoda. Alguns clientes vão estranhar. Mas para autônomos, prestadores de serviço, vendedores ambulantes, delivery – faz todo sentido.

Baixa o app de uma dessas empresas hoje e testa. Se não gostar, deleta. Não perdeu nada.

Mas aposto que você vai gostar de economizar o custo da maquininha.

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